Polícia Civil concluiu investigação sobre a morte de quatro homens atraídos para uma propriedade rural em 2025. Corpos e veículo foram escondidos em compartimentos subterrâneos.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito que apurou o assassinato de quatro homens na zona rural de Icaraíma, no Noroeste do Paraná, ocorrido em 5 de agosto de 2025. Quatro suspeitos, todos integrantes da mesma família, foram indiciados por envolvimento nos crimes.
Segundo a investigação, as vítimas teriam sido atraídas até uma propriedade rural para resolver uma dívida de R$ 255 mil, relacionada ao desfazimento de uma negociação imobiliária.
No local, os homens teriam sido surpreendidos por uma emboscada e mortos com disparos de armas de fogo de diferentes calibres.
Os quatro investigados estão presos preventivamente. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para análise.
Quem são as quatro vítimas da chacina em Icaraíma?
Os homens assassinados foram identificados como:
- Alencar Gonçalves de Souza Giron
- Diego Henrique Afonso
- Rafael Juliano Marascalchi
- Robishley Hirnani de Oliveira
As mortes ocorreram em uma propriedade rural do município, onde as vítimas teriam comparecido para tratar de uma pendência financeira.
De acordo com a Polícia Civil, a dívida estava relacionada ao cancelamento de um negócio imobiliário e totalizava R$ 255 mil, representados por dez notas promissórias.
Investigação aponta emboscada e planejamento dos homicídios
Conforme o delegado Thiago Andrade Inácio, responsável pelas informações divulgadas sobre o caso, os elementos reunidos durante a investigação indicam que os quatro homens foram vítimas de uma ação previamente planejada.
A apuração apontou indícios de divisão de tarefas e atuação coordenada entre os suspeitos.
“A partir dos elementos reunidos, os policiais civis conseguiram reconstruir a dinâmica dos crimes e identificar a participação de cada investigado. A apuração apontou indícios de planejamento prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos”, afirmou o delegado.
Segundo a PCPR, os disparos que atingiram as vítimas foram efetuados com armas de diferentes calibres.
Corpos e veículo foram escondidos em estruturas subterrâneas
Após os assassinatos, os responsáveis teriam ocultado os quatro corpos e o veículo utilizado pelas vítimas em compartimentos subterrâneos.
A Polícia Civil também identificou indícios de ações destinadas a eliminar vestígios e dificultar o esclarecimento dos crimes.
Esses elementos contribuíram para o indiciamento dos investigados não apenas pelos homicídios, mas também por outros delitos relacionados à ocultação dos corpos e à alteração de vestígios.
Três suspeitos foram presos em São Paulo
Dos quatro homens indiciados, três foram presos em 18 de agosto de 2026, durante ações realizadas em municípios do interior de São Paulo.
As prisões ocorreram após levantamentos de inteligência conduzidos pela Polícia Civil do Paraná.
O quarto investigado já estava detido por tráfico de drogas e teve o mandado de prisão referente ao caso cumprido dentro do sistema penitenciário.
Todos os quatro permanecem presos preventivamente.
Investigados foram indiciados por quatro crimes
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil indiciou os quatro homens pelos seguintes crimes:
- Homicídio qualificado, por quatro vezes;
- Ocultação de cadáver, por quatro vezes;
- Associação criminosa;
- Fraude processual.
O indiciamento representa a conclusão da investigação policial em relação aos suspeitos identificados, mas não equivale a uma condenação judicial.
O caso agora será analisado pelo Ministério Público, responsável por avaliar as medidas cabíveis.
Polícia continua apurando possível participação de outras pessoas
Embora o inquérito tenha sido concluído e encaminhado ao Ministério Público, a Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar eventuais outros envolvidos.
A apuração busca esclarecer se outras pessoas participaram da execução dos homicídios, do apoio logístico ou da ocultação de vestígios.
O trabalho investigativo contou com a participação e o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), da Polícia Científica do Paraná (PCI-PR), da Polícia Penal do Paraná (PPPR) e da Força Nacional de Segurança Pública.
Os quatro indiciados permanecem presos preventivamente, enquanto o Ministério Público analisa o material encaminhado pela Polícia Civil.