O “Juízo Final” de Michelangelo, uma obra-prima renascentista na Capela Sistina do Vaticano que retrata a Segunda Vinda de Jesus, está passando por sua primeira restauração em 30 anos. A manutenção teve início nessa segunda-feira (02).
Anunciada no mês de julho passado, a intervenção de limpeza vai ter duração de três meses, e tem o objetivo de remover décadas de partículas acumuladas que obscureceram as cores da obra de arte. As informações foram divulgadas pelo Vaticano em um comunicado à imprensa.
“A nova intervenção permitirá a remoção desses depósitos e a consequente recuperação da qualidade cromática e luminosa desejada por Michelangelo”, diz o comunicado.
A Capela Sistina — famosa por ser o local do conclave secreto onde os cardeais católicos do mundo votam para eleger novos papas — recebe milhões de visitantes todos os anos como parte dos Museus Vaticanos.
O local permanecerá aberto durante a restauração, mas o afresco, que mostra Jesus proferindo seu julgamento final da humanidade, será coberto por andaimes. Apesar disso, os visitantes poderão ver uma reprodução em alta definição da obra de arte.
Outros afrescos, como “A Criação de Adão”, de Michelangelo, também poderão ser observados por visitantes no local.
s pinturas da Capela Magna foram, ao longo dos anos, objeto de constantes atividades de investigação e monitoramento por parte dos Museus Vaticanos, necessárias para avaliar o estado de conservação em relação ao elevado fluxo diário de visitantes.
O programa de manutenção preventiva de todo o conjunto decorativo foi iniciado pelo Laboratório de Restauração para remover sistematicamente os depósitos acumulados ao longo do tempo.
Até agora, tais operações foram realizadas com periodicidade anual, à noite, com o auxílio de plataformas móveis, e envolveram as paredes com as lunetas michelangescas, a série dos Pontífices e as grandes cenas do século XV.





