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Judiciário avalia o discurso de Bolsonaro durante a manifestação como ameaça

07/09/2021 | 15:40 Por Nara Souza Modificado em 07, setembro, 2021 3:42

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) receberam como ameaça o discurso que o presidente Jair Bolsonaro proferiu na manifestação de hoje (07) em Brasília. Para seus apoiadores, Bolsonaro disse: “Ou o chefe desse Poder (Judiciário) enquadra os seus, ou esse Poder pode sofrer aquilo que não queremos”.

Para integrantes da Corte, o recado dado no fim da frase deixou claro de que boa coisa não é. Os ministros estão atentos aguardando como será o discurso de Bolsonaro em São Paulo, previsto para as 16h. Depois disso, o presidente do STF, Luiz Fux, vai conversar com seus colegas para avaliar o cenário.

A ideia é debater com cada um quais providências a Corte pode (ou não) tomar a partir dos atos de hoje. Será discutido, por exemplo, se a fala de Bolsonaro é passível de ser investigada, ou se é o caso de dar uma resposta institucional.

Entre os ministros, a avaliação é de que o público das manifestações pelo Brasil foi menor do que o esperado. Não houve tentativa de invasão ao prédio do STF, nem ataque a ministros. A única cena mais forte foi a dos manifestantes tentando remover a grade de proteção instalada na Esplanada dos Ministérios.

Mas a preocupação agora na Corte não é com o número de manifestantes na rua, mas com a repercussão dos discursos de Bolsonaro e com as consequências que os atos podem ter para os próximos dias, ou meses.

Os manifestantes também levavam cartazes em defesa do voto impresso e contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro ficou no local por cerca de meia hora e discursou em um carro de som, acompanhado de ministros.

Bolsonaro reafirmou que as autoridades devem agir dentro dos limites da Constituição e fez referência a decisões do STF, onde é alvo em quatro investigações. “Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica, da região [da Praça] dos Três Poderes, continue barbarizando a nossa população”, disse.

Disse ainda que amanhã (8) terá reunião com ministros e também com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, do Senado, Rodrigo Pacheco, e do STF, Luiz Fux.

No fim da manhã, o presidente embarcou para São Paulo, onde participa de ato na Avenida Paulista nesta tarde. Após o discurso do presidente, os manifestantes começaram a deixar a Esplanada.

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