Ponta Grossa

Mãe acusa hospital de omissão de socorro a criança com hidrocefalia em PG e aciona Polícia

25/11/2020 | 07:45 Por Notícias Mz Modificado em 25, novembro, 2020 7:45

A Polícia Militar de Ponta Grossa foi acionada durante as primeiras horas desta madrugada para tentar intervir em uma situação delicada, que ocorreu num hospital da cidade. A unidade teria se recusado a realizar um procedimento de emergência em uma criança com hidrocefalia.

O caso teve início logo pela manhã de ontem (24). Por volta das 11 horas, Neusi levou a filha Kauane, de 4 anos, consultar no hospital. A criança, que estava passando mal, possui hidrocefalia e já realizou procedimento cirúrgico para colocação de uma válvula.

Diante do histórico clínico da filha, a mãe insistiu para que o médico prescrevesse a realização de um exame de imagem. “Ela estava mal, mole e sonolenta, daí insisti para que fizessem uma tomografia nela”, contou em entrevista à equipe da página, Portal 192 no facebook.

Segundo a mãe, o exame foi feito às 17 horas e o laudo ficou pronto às 20 horas. O resultado apontou um aumentou na hidrocefalia, e como único tratamento a realização, com urgência, de uma cirurgia para colocação de mais uma válvula. “A médica escreveu que a cirurgia deveria ser feita em carater de urgência, mas me falaram que não podiam fazer porque o plano de saúde não cobria a operação”, desabafa, ela que já possui plano de saúde há pelo menos 1 ano e meio.

A mãe ainda reclama que o hospital, em momento algum, se dispôs a ajudar a paciente, nem ao menos com o transporte até outra unidade de saúde. “Querem que levem no Hospital da Criança com nosso próprio transporte. Estou desde cedo esperando e eles não tomam providência nenhuma”, reclama.

Até publicação desta matéria não conseguimos contato com o hospital em questão.

O que diz a lei

De acordo com a Lei 9656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde (Lei dos Planos de Saúde), é obrigatória a cobertura do atendimento em situações de emergência, como tal definidos os que implicarem risco imediato de vida ou de lesões irreparáveis para o paciente, caracterizado em declaração do médico assistente.

Ainda que haja suspensão de cobertura por 24 meses para procedimentos de alta complexidade, em casos de emergência deve-se observar o dispositivo legal mencionado por implicar risco imediato à vida.

Portal Mz Notícia com informações Portal 192

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