Um incêndio de grandes proporções deixou ao menos 40 mortos e 119 feridos durante a celebração do Ano Novo em um bar da estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça. Segundo as autoridades locais, a principal hipótese é de que o fogo tenha começado após velas de faísca — conhecidas no Brasil como “velas vulcão” — serem colocadas em garrafas de champanhe e entrarem em contato com o teto do estabelecimento.
A informação foi confirmada nesta sexta-feira (2) pela procuradora-geral do cantão de Valais, Beatrice Pilloud. De acordo com ela, assim que as velas tocaram o teto, as chamas se espalharam rapidamente. Vídeos do momento foram analisados e diversas testemunhas já prestaram depoimento às autoridades.
Relatos de pessoas que estavam no local, exibidos pelo canal francês BFMTV, indicam que uma garçonete teria colocado velas de aniversário sobre garrafas de champanhe e que uma delas foi erguida muito próxima ao teto, provocando o início do incêndio. Os dois gerentes franceses do bar Le Constellation também foram ouvidos, assim como clientes que conseguiram escapar.
O fogo tomou o ambiente em poucos instantes, o que pode ser explicado pelo fenômeno conhecido como flashover. Em entrevista à BBC, o presidente da Associação Britânica de Investigadores de Incêndios, Richard Hagger, explicou que esse processo ocorre quando o calor se espalha rapidamente pelo teto, irradiando energia térmica para baixo e inflamando outros materiais do local quase ao mesmo tempo. “Em questão de segundos, o espaço pode ficar completamente tomado pelas chamas”, afirmou.
Entre os 119 feridos, há vítimas de diversas nacionalidades: 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, além de cidadãos da Bósnia, Bélgica, Luxemburgo, Polônia e Portugal. A nacionalidade de outras 14 pessoas ainda não foi divulgada.
As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes da tragédia, considerada uma das mais graves ocorridas em estações de esqui na Europa nos últimos anos.
com informações via BBC