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Robótica abre caminhos para jovens na ciência e tecnologia

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Competições do SESI reúnem estudantes de todo o país em desafios de programação, engenharia e trabalho em equipe

Construir e programar um robô coloca estudantes em contato com conhecimentos de diferentes áreas. Cálculos matemáticos, princípios de física, programação e engenharia precisam funcionar juntos para que os projetos cumpram as missões previstas nas competições de robótica.

O Serviço Social da Indústria (SESI) utiliza a robótica na educação há mais de uma década. Desde 2012, quando começou a organizar no Brasil as competições da FIRST, mais de 45 mil estudantes já participaram dos torneios.

Atualmente, cada temporada reúne mais de 1,5 mil equipes, envolvendo cerca de 10 mil estudantes.

Na temporada 2026/2027, novos desafios serão apresentados às equipes, e uma das modalidades passará a receber estudantes mais jovens.

Robótica integra diferentes áreas do conhecimento

A robótica reúne diferentes áreas do conhecimento em atividades práticas, envolvendo ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, conjunto conhecido pela sigla STEAM.

Para chegar às competições, os alunos precisam desenvolver projetos e encontrar soluções para os problemas que surgem durante a preparação. O trabalho também exige organização, colaboração e tomada de decisões em conjunto.

Durante esse processo, os estudantes desenvolvem competências como colaboração, criatividade, comunicação e empreendedorismo.

Da tecnologia pronta à criação

A educação tecnológica envolve não apenas os equipamentos e recursos disponíveis nas escolas, mas também as oportunidades oferecidas para que os estudantes aprendam a utilizar essas ferramentas de maneira ativa.

Nos torneios de robótica, os alunos desenvolvem seus próprios projetos, realizam testes e corrigem problemas identificados durante o processo.

Com isso, deixam de ser apenas consumidores de tecnologia e passam a atuar como criadores, buscando soluções para diferentes desafios.

As competições também contam com equipes de escolas públicas, cuja participação tem crescido a cada edição.

Robótica pode influenciar escolhas profissionais

O contato com a robótica também pode aproximar os estudantes de áreas profissionais como engenharia, computação, ciência e tecnologia.

Ao desenvolver projetos e conviver com profissionais e outros estudantes interessados nesses campos, os jovens passam a conhecer possibilidades de formação e carreira que anteriormente poderiam estar distantes de suas referências.

Um estudo produzido pelo SESI comparou as escolhas acadêmicas de jovens que participaram das competições de robótica com as de um grupo que não teve a mesma trajetória.

No quarto ano da faculdade, 81% dos ex-competidores declararam cursar bacharelado em áreas STEM, sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática. No grupo de comparação, o percentual foi de 64%.

Quando consideradas especificamente engenharia ou ciência da computação, os percentuais foram de 59% entre os antigos participantes dos torneios e 24% no grupo de comparação.

Conexão com ciência, tecnologia e indústria

O estímulo ao interesse por áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática também aproxima a formação escolar de uma economia cada vez mais dependente de ciência, tecnologia e inovação.

As competições fortalecem a conexão entre educação, mercado de trabalho e indústria, ao proporcionar aos estudantes experiências práticas relacionadas à criação, pesquisa, programação e resolução de problemas.

Robótica começa mais cedo

Uma das novidades da temporada 2026/2027 está na FIRST Tech Challenge (FTC), que amplia a participação de estudantes mais jovens.

A edição também marca os 15 anos da FIRST LEGO League Challenge (FLLC) nas escolas SESI.

A participação brasileira também alcançou competições internacionais. Desde que o SESI começou a organizar os torneios da FIRST no país, as equipes conquistaram mais de 190 prêmios no exterior, entre eles três títulos mundiais, somente na FLLC.

Com a participação de estudantes mais jovens, a robótica passa a fazer parte da trajetória escolar cada vez mais cedo, proporcionando experiências de pesquisa, engenharia, programação, estratégia, comunicação e trabalho colaborativo.

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