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“Anjo na vida”: PF encontra conversa de Vorcaro sobre servidor do Banco Central

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Diálogo mostra Daniel Vorcaro orientando o cunhado a tratar bem servidor que atuava no Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central

A Polícia Federal identificou uma conversa em que Daniel Vorcaro orienta seu cunhado e operador financeiro, Fabiano Zettel, a tratar bem um então chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central.

O servidor também ocupou o cargo de diretor de Fiscalização da instituição. Segundo relatório da Polícia Federal, Vorcaro afirmou que o funcionário público estava sendo um “anjo na vida” dele.

Conversa está entre elementos da investigação

O diálogo faz parte da investigação sobre a relação de Vorcaro com integrantes do Banco Central. Na época, o servidor atuava no Desup, departamento ligado à Diretoria de Fiscalização da autoridade monetária.

De acordo com os investigadores, o setor tinha atuação em processos relacionados aos interesses de Vorcaro e do Banco Master.

Na conversa analisada pela PF, Zettel informa ao cunhado que encontraria o servidor naquele dia e pergunta como deveria proceder.

Vorcaro responde que o funcionário deveria ser bem tratado e justifica a orientação dizendo que ele estaria sendo um “anjo na vida” do banqueiro.

PF aponta possível influência dentro do Banco Central

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que o então chefe-adjunto do Desup orientava Daniel Vorcaro e, aparentemente, buscava influenciar dentro do Banco Central questões de interesse do então controlador do Banco Master.

A investigação aponta ainda suspeitas relacionadas à possível obtenção e ao repasse de informações confidenciais, além de eventual interferência em decisões da instituição.

Os elementos constam de relatório da Polícia Federal divulgado na noite de quinta-feira (10), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinar o fim do sigilo da investigação relacionada ao caso Banco Master.

As suspeitas e circunstâncias apontadas no relatório ainda são objeto de investigação pelas autoridades competentes.

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