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Combustível adulterado pode destruir o motor; veja como identificar

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Gasolina, etanol e diesel fora das especificações podem aumentar o consumo, reduzir a potência e provocar danos caros ao motor. Até o Arla 32 está entre os produtos que podem ser adulterados.

Abastecer o veículo com combustível adulterado pode resultar em problemas que vão desde aumento no consumo e perda de desempenho até danos graves ao motor e prejuízos de milhares de reais.

Os efeitos variam conforme o tipo e o nível da adulteração, o período em que o veículo circulou com o produto e as características do motor. Quanto mais sofisticado o conjunto mecânico, maior pode ser a sensibilidade a combustíveis fora das especificações.

Gasolina adulterada pode causar grandes prejuízos

Entre as irregularidades encontradas na gasolina está a presença de etanol acima do percentual permitido.

Nos veículos flex, o principal impacto pode estar na eficiência e no bolso do motorista. Já em automóveis que não são flex, o excesso de etanol pode provocar corrosão precoce de componentes metálicos, ressecamento de mangueiras e problemas no sistema de injeção.

Outro risco é a adulteração com solventes industriais. Essas substâncias podem reduzir a octanagem e provocar a chamada “batida de pino”. A longo prazo, o problema pode danificar anéis e pistões.

Solventes também podem contaminar o óleo lubrificante, acelerar a degradação de peças de borracha e causar entupimento dos bicos injetores.

Motores modernos exigem ainda mais atenção

Veículos equipados com tecnologias como turbo, injeção direta, sistema start-stop e diferentes níveis de eletrificação podem ser ainda mais sensíveis à qualidade do combustível.

Motores com injeção direta, por exemplo, trabalham com pressões e temperaturas mais elevadas e apresentam menor tolerância a produtos fora das especificações.

Os prejuízos podem atingir bombas de alta e baixa pressão, catalisadores e injetores.

Em um dos casos relatados no material, uma BMW abastecida com gasolina adulterada apresentou problema em um bico injetor, que ficou travado. O combustível contaminou o catalisador e houve um princípio de incêndio. O prejuízo ficou próximo de R$ 30 mil.

Etanol com excesso de água também prejudica o carro

No caso do etanol, uma das fraudes envolve a adição de água acima do permitido, prática que dá origem ao chamado “álcool molhado”.

O excesso pode provocar corrosão e problemas no sistema de injeção. Na mistura com gasolina, também existe o risco de separação de fases, comprometendo a combustão e o funcionamento adequado do motor.

Diesel adulterado afeta bomba e injetores

O diesel também está sujeito a irregularidades. Além de alterações na quantidade de biodiesel, existem casos de adição criminosa de querosene ou nafta para aumentar o volume do produto.

Como o diesel também exerce funções relacionadas à lubrificação e refrigeração de componentes, a adulteração pode causar problemas principalmente na bomba de alta pressão e nos bicos injetores.

Sistemas como o DPF (Filtro de Partículas Diesel) e o SCR (Redução Catalítica Seletiva) também podem ser prejudicados.

Até o Arla 32 pode ser adulterado

O problema não se limita aos combustíveis. O Arla 32, utilizado em veículos a diesel para reduzir emissões de poluentes, também é alvo de adulterações.

Quando está fora das especificações, pode provocar cristalização, entupimento de injetores, problemas em bombas e sensores e até danos ao catalisador. O veículo ainda pode entrar em modo de proteção e ter seu desempenho limitado.

Quais são os sinais de combustível adulterado?

O motorista deve ficar atento principalmente quando os sintomas aparecem pouco depois de um abastecimento.

Entre os principais sinais estão:

Dificuldade para dar partida
Motor irregular em marcha lenta
Perda de potência
Falhas durante a aceleração
Aumento do consumo de combustível
Batida de pino
Formação excessiva de depósitos
Falhas no sistema de injeção
Defeitos precoces em bombas, injetores e velas

Esses problemas estão entre os sintomas associados ao uso de combustível fora das especificações.

Como se prevenir na hora de abastecer

Uma das recomendações é dar preferência a postos conhecidos e observar as condições das bombas.

Elas devem estar lacradas e apresentar informações exigidas pela ANP, incluindo CNPJ e endereço correto do estabelecimento, além do selo do Inmetro.

O consumidor também pode solicitar o teste de proveta, que verifica a quantidade de etanol presente na gasolina, e o teste de vazão, usado para conferir se o volume fornecido corresponde ao registrado na bomba.

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