Uma cidade dos Campos Gerais será o novo polo de expansão da Energisa no setor de energia sustentável. O grupo anunciou, nesta segunda-feira (3), a aquisição de 52% da Lurean, empresa de Carambeí especializada no tratamento de resíduos e produção de biofertilizantes. A operação marca a entrada definitiva da companhia no mercado de biocombustíveis do Sul do país.
De acordo com informações da Agência Eixos, publicadas nesta terça-feira (4), o investimento de R$ 100 milhões será destinado à construção da segunda planta de biometano da Energisa no Brasil, com início das operações previsto para o primeiro trimestre de 2028.
A nova unidade, que será implantada em Carambeí, foi escolhida estrategicamente pela forte vocação agroindustrial da região, que garante abundância de resíduos orgânicos — matéria-prima essencial para a produção de biogás e biometano. A planta terá capacidade produtiva de 28 mil m³/dia e deverá gerar dezenas de empregos diretos e indiretos durante a fase de construção, prevista para começar em 2026.
O projeto faz parte da estratégia da Energisa de diversificar o portfólio e fortalecer a economia circular, ampliando soluções em energia limpa e sustentável. Com a compra da Lurean, por meio da subsidiária Energisa Biogás (Ebio), o grupo passará a integrar toda a cadeia produtiva do biogás — desde o tratamento dos resíduos até a conversão em combustível renovável.
A Lurean, que em 2024 tratou mais de 95 mil toneladas de resíduos agroindustriais e comercializou 38 mil toneladas de biofertilizantes, trará sua experiência para aprimorar o processo produtivo da nova planta.
Com localização a menos de quatro quilômetros da rede de gás natural, o empreendimento facilitará o escoamento da produção e reduzirá custos logísticos, ampliando a competitividade do biometano frente ao gás fóssil. A expectativa é que o combustível renovável produzido em Carambeí abasteça indústrias, transportadoras e distribuidoras da região, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
A Energisa reforça que o investimento em biometano e no tratamento de resíduos orgânicos está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com foco em energia limpa, consumo responsável e ação climática.