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Justiça concede medida protetiva à mãe da bebê Helena; defesa comenta decisão

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Decisão do Tribunal de Justiça do Ceará atende pedido da defesa, que alegou riscos à integridade física e emocional da mãe da criança.

Justiça concede proteção à mãe de Helena

O caso da bebê Helena Rodrigues Almeida ganhou um novo desdobramento nesta semana. O Tribunal de Justiça do Ceará concedeu uma medida protetiva de urgência à mãe da criança, que também integra as investigações relacionadas à morte da filha.

Segundo a defesa, a decisão tem como objetivo garantir a segurança da mulher diante dos riscos e constrangimentos apontados no processo.

Defesa cita ameaças e histórico de violência

Em nota, os advogados da mãe de Helena afirmaram que o conjunto de provas apresentado à Justiça demonstrou situações de risco à integridade física e emocional da cliente, justificando a concessão da medida protetiva.

O advogado criminalista Weryd Simões declarou que a decisão representa o encerramento de um ciclo de violência doméstica e familiar. Conforme a defesa, a mulher teria sido vítima de agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais ao longo dos anos, além de ameaças virtuais e exposição em publicações associadas a facções criminosas.

Ainda segundo o defensor, o histórico criminal do pai de Helena, com registros desde 2016, foi considerado pelo Judiciário na análise do pedido.

Investigações sobre a morte continuam

Os laudos periciais do Instituto Médico-Legal (IML) do Ceará apontaram que Helena morreu em decorrência de asfixia mecânica e identificaram lesões compatíveis com violência sexual.

A Polícia Civil segue investigando todas as pessoas que estavam no apartamento no momento do crime. Até o momento, permanecem presos preventivamente o namorado da mãe da criança e um primo dele.

Defesa alerta para responsabilização

O advogado afirmou que qualquer pessoa responsável por ameaças ou pela disseminação de discurso de ódio contra a mãe poderá responder nas esferas criminal e cível.

Enquanto isso, o inquérito policial continua em andamento, com a Polícia Civil reunindo provas para esclarecer a dinâmica do crime e individualizar as responsabilidades. A medida protetiva permanecerá válida até nova decisão da Justiça.

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