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Petróleo se aproxima dos US$ 100 após ataques a instalações na Arábia Saudita

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Investidas de militantes houthis provocam interrupções em unidades de energia e aumentam preocupação com o abastecimento mundial

O mercado internacional de petróleo voltou a registrar forte pressão nesta terça-feira (8), após ataques contra instalações de energia no sul da Arábia Saudita. O barril do Brent, principal referência mundial, chegou a ficar a menos de US$ 1 dos US$ 100, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.

O movimento ocorre em um cenário de preocupação crescente com possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo, enquanto os estoques internacionais diminuem e os preços dos combustíveis refinados avançam.

Refinaria de Jazan é atingida

Os ataques foram atribuídos aos houthis, grupo militante apoiado pelo Irã. Segundo informações divulgadas pela agência estatal Saudi Press Agency, a ofensiva deixou vários feridos e provocou a suspensão das operações em diferentes instalações de energia no sul do país.

Os houthis afirmaram ter atacado novamente a refinaria de Jazan, que possui capacidade para processar aproximadamente 400 mil barris de petróleo por dia, além de outras estruturas responsáveis pelo abastecimento do mercado doméstico saudita.

Ataques são resposta à atuação saudita no Iêmen

O grupo afirma que as ofensivas contra a Arábia Saudita são uma reação ao cerco promovido por Riad contra Sanaa, capital do Iêmen.

Nas últimas semanas, os houthis realizaram sucessivos ataques e passaram a interferir nos fluxos de petróleo sauditas, ampliando as preocupações sobre a capacidade de manutenção do fornecimento de um dos maiores produtores mundiais.

Conflitos pressionam mercado internacional

A nova ofensiva ocorre em um momento de elevada tensão geopolítica na região. Além dos ataques realizados pelos houthis, a continuidade da guerra envolvendo o Irã aumenta a possibilidade de novas interrupções na produção e no transporte de petróleo.

A combinação dos conflitos tem provocado redução acelerada dos estoques globais e contribuído para a alta dos combustíveis derivados.

O diesel europeu, por exemplo, já se aproxima da marca de US$ 200 por barril, refletindo a pressão sobre o mercado de produtos refinados.

Brent acumula alta superior a 60% no ano

O petróleo Brent acumula uma valorização de mais de 60% desde o início do ano.

Além dos conflitos no Oriente Médio, outro fator que contribui para a pressão sobre os preços é o aumento das compras realizadas pela China, maior importadora mundial de petróleo.

Com novos ataques atingindo estruturas importantes de produção e refino, o mercado passa a acompanhar de perto a possibilidade de que as interrupções no fornecimento se prolonguem.

A proximidade do Brent com os US$ 100 por barril aumenta a preocupação com os impactos que uma nova escalada dos conflitos poderá provocar sobre combustíveis, transporte e atividade econômica em diferentes países.

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