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	<title>Medicina Archives - Mz Notícias</title>
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		<title>Vacina contra Covid pode reforçar combate a tumores e aumentar sobrevida, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação MZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 21:08:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudos recentes indicam que vacinas de RNA mensageiro (mRNA) desenvolvidas contra a Covid-19 podem ter um efeito além da proteção contra o vírus: ajudar o sistema imunológico a identificar tumores e potencializar determinados tratamentos contra o câncer. A descoberta não significa que as vacinas contra a Covid sejam capazes de curar o câncer. A possibilidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Estudos recentes indicam que vacinas de RNA mensageiro (mRNA) desenvolvidas contra a Covid-19 podem ter um efeito além da proteção contra o vírus: ajudar o sistema imunológico a identificar tumores e potencializar determinados tratamentos contra o câncer.</p>
<p class="isSelectedEnd">A descoberta não significa que as vacinas contra a Covid sejam capazes de curar o câncer. A possibilidade estudada é de que elas possam melhorar a resposta do organismo quando utilizadas em conjunto com tratamentos de imunoterapia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O sistema imunológico atua continuamente na identificação de células que apresentam alterações potencialmente perigosas. Muitas delas são eliminadas antes de causar problemas. O câncer, porém, consegue desenvolver mecanismos que dificultam seu reconhecimento pelas próprias defesas do organismo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso acontece porque as células tumorais surgem do próprio corpo e mantêm diversas características semelhantes às células saudáveis. Dessa forma, podem permanecer escondidas do sistema imunológico por determinado período.</p>
<h2>Como a imunoterapia atua contra o câncer</h2>
<p class="isSelectedEnd">A imunoterapia mudou parte da estratégia utilizada no tratamento de alguns tipos de câncer. Em vez de atuar diretamente sobre o tumor, determinados medicamentos estimulam o próprio sistema imunológico a atacá-lo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre essas terapias estão os chamados inibidores de pontos de controle imune. Eles atuam sobre mecanismos que funcionam como &#8220;freios&#8221; das células de defesa, permitindo que o sistema imunológico mantenha uma resposta mais ativa contra o câncer.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existe, entretanto, uma dificuldade: para que essa estratégia funcione, as defesas do organismo precisam conseguir identificar o tumor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, pesquisadores utilizam os termos &#8220;tumores quentes&#8221; para aqueles que são mais facilmente reconhecidos pelo sistema imunológico e &#8220;tumores frios&#8221; para os que conseguem permanecer praticamente invisíveis às defesas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Transformar esses tumores em alvos mais fáceis de serem identificados é um dos desafios da oncologia.</p>
<h2>Vacina de mRNA pode deixar tumor mais visível</h2>
<p class="isSelectedEnd">É nesse ponto que as vacinas de mRNA contra a Covid-19 chamaram a atenção dos pesquisadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o estudo, a vacinação pode provocar temporariamente um estado de alerta no sistema imunológico. Embora a resposta seja inicialmente direcionada ao vírus, os efeitos provocados no organismo podem favorecer também o reconhecimento de células tumorais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, a hipótese é que o sistema imunológico passe a identificar com mais facilidade tumores que anteriormente permaneciam escondidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assim, um tumor considerado &#8220;frio&#8221; poderia adquirir características de um tumor &#8220;quente&#8221;, tornando-se mais acessível à ação da imunoterapia.</p>
<h2>Combinação pode aumentar tempo de sobrevida</h2>
<p class="isSelectedEnd">Os pesquisadores avaliaram pacientes com câncer de pulmão e melanoma que estavam sendo tratados com inibidores de pontos de controle imune.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os pacientes que receberam uma vacina de mRNA contra a Covid-19 próximo ao início do tratamento, foi observada uma sobrevida significativamente maior.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso de pessoas com câncer de pulmão avançado, a sobrevida média passou de <strong>21 para 37 meses</strong> entre os grupos analisados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Resultados semelhantes também foram identificados entre pacientes com melanoma, levantando a possibilidade de que o efeito possa ser observado em outros tipos de tumores.</p>
<p class="isSelectedEnd">A possível explicação está na combinação das duas estratégias: enquanto a vacina ajuda a deixar o sistema imunológico mais alerta e facilita a identificação do tumor, a imunoterapia atua para impedir que o câncer volte a bloquear a resposta das células de defesa.</p>
<h2>Tecnologia pode ter aplicações além das doenças infecciosas</h2>
<p class="isSelectedEnd">O desenvolvimento das vacinas de RNA mensageiro avançou rapidamente durante a pandemia de Covid-19. A tecnologia, que permitiu a criação de imunizantes em larga escala, agora também vem sendo estudada para outras aplicações médicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os resultados relacionados ao câncer indicam que a capacidade dessas vacinas de modificar temporariamente a atividade do sistema imunológico pode ser aproveitada em estratégias de tratamento oncológico.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar dos resultados considerados promissores, os pesquisadores ressaltam que ainda são necessários novos estudos antes que essa abordagem possa ser incorporada de forma ampla à prática clínica.</p>
<p>A descoberta, portanto, não transforma as vacinas contra a Covid em tratamento contra o câncer, mas abre uma possibilidade de utilização da tecnologia de mRNA como complemento a terapias que já são empregadas no combate a determinados tumores.</p>
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		<title>“Intestino faminto”: estudo identifica tipo de obesidade que pode responder melhor a medicamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redacao mz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 15:02:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[emagrecimento]]></category>
		<category><![CDATA[GLP-1]]></category>
		<category><![CDATA[Hormônios da Saciedade]]></category>
		<category><![CDATA[Intestino Faminto]]></category>
		<category><![CDATA[Mayo Clinic]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
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		<category><![CDATA[Tratamento da Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa da Mayo Clinic aponta que pacientes com menor saciedade perderam quase o dobro de peso com tirzepatida após seis meses Um estudo realizado por pesquisadores da Mayo Clinic identificou um subtipo de obesidade chamado de “intestino faminto”, que pode apresentar uma resposta especialmente elevada ao tratamento com tirzepatida, princípio ativo de medicamentos utilizados no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Pesquisa da Mayo Clinic aponta que pacientes com menor saciedade perderam quase o dobro de peso com tirzepatida após seis meses</h2>
<p class="isSelectedEnd">Um estudo realizado por pesquisadores da <strong>Mayo Clinic</strong> identificou um subtipo de obesidade chamado de <strong>“intestino faminto”</strong>, que pode apresentar uma resposta especialmente elevada ao tratamento com <strong>tirzepatida</strong>, princípio ativo de medicamentos utilizados no tratamento da obesidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">A pesquisa, publicada na revista científica <em>Gastroenterology</em>, investigou por que algumas pessoas apresentam uma perda de peso significativamente maior do que outras quando utilizam medicamentos que atuam sobre os hormônios relacionados à fome e à saciedade.</p>
<h2>O que é o “intestino faminto”?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O termo descreve um subtipo de obesidade associado a uma <strong>saciedade de menor duração</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nessas pessoas, o organismo pode produzir níveis mais baixos de determinados hormônios envolvidos na regulação do apetite. Além disso, o alimento pode passar mais rapidamente pelo estômago, fazendo com que a sensação de fome retorne pouco tempo depois das refeições.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, a pessoa pode consumir uma quantidade habitual durante uma refeição, mas voltar a sentir fome mais rapidamente e realizar lanches com maior frequência.</p>
<h2>Quase o dobro de perda de peso</h2>
<p class="isSelectedEnd">Os pesquisadores analisaram <strong>483 adultos com obesidade</strong> e identificaram diferentes características biológicas relacionadas à doença.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os participantes classificados dentro do subtipo associado ao “intestino faminto”, aqueles tratados com <strong>tirzepatida</strong> apresentaram, após seis meses, uma perda de peso <strong>quase duas vezes maior</strong> do que participantes com outros subtipos de obesidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tirzepatida atua sobre dois hormônios envolvidos no controle do apetite e da glicemia: <strong>GIP e GLP-1</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os resultados sugerem que as diferenças biológicas entre os pacientes podem ajudar a explicar por que algumas pessoas respondem melhor a determinados medicamentos para perda de peso.</p>
<h2>Obesidade pode ter diferentes mecanismos</h2>
<p class="isSelectedEnd">A pesquisa reforça a ideia de que a obesidade não é uma condição provocada por um único mecanismo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além do chamado “intestino faminto”, pesquisadores trabalham com outros fenótipos, como o <strong>“cérebro faminto”</strong>, associado à necessidade de consumir mais calorias para atingir a saciedade, além de padrões relacionados à alimentação emocional e ao gasto energético reduzido.</p>
<p class="isSelectedEnd">A identificação desses perfis pode abrir caminho para tratamentos mais individualizados, nos quais as características biológicas do paciente sejam consideradas na escolha da estratégia terapêutica.</p>
<h2>Resultado ainda não significa tratamento personalizado imediato</h2>
<p class="isSelectedEnd">Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que a descoberta ainda não significa que todos os pacientes devam escolher medicamentos de acordo com um determinado “tipo” de obesidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">A <strong>Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade 2026</strong>, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), afirma que ainda não existe recomendação clara para selecionar medicamentos de primeira linha exclusivamente com base nos fenótipos alimentares.</p>
<p class="isSelectedEnd">A entidade destaca que ainda são necessários estudos maiores e que a escolha do tratamento deve considerar eficácia, segurança, tolerabilidade, contraindicações, custos e as complicações associadas à obesidade.</p>
<h2>O que o estudo pode mudar no futuro</h2>
<p class="isSelectedEnd">Para os pesquisadores, os resultados representam um passo em direção à chamada <strong>medicina de precisão para a obesidade</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A possibilidade de identificar quais pacientes têm maior probabilidade de responder a determinados medicamentos pode, no futuro, ajudar a tornar os tratamentos mais individualizados.</p>
<p>No entanto, os resultados não significam que uma pessoa possa determinar sozinha qual medicamento deve utilizar. O tratamento da obesidade deve ser definido por profissional de saúde, considerando as características e condições de cada paciente.</p>
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