Pirarucus que Lula ganhou de presente viram problema na Granja do Torto
Brasil Política

Pirarucus que Lula ganhou de presente viram problema na Granja do Torto

06/02/2026 | 09:30 Por Gabriel Vinicius Cabral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi presenteado recentemente com cerca de 20 pirarucus, peixes nativos da Bacia Amazônica, e decidiu colocá-los no lago da Granja do Torto, residência de veraneio da Presidência da República, em Brasília.

Os pirarucus foram doados pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e passaram a dividir espaço com jabutis e aves que também vivem no lago. O que era um presente virou um problema para Lula, porém.

Os pirarucus estão entre os maiores peixes de água doce do mundo. Podem chegar a três metros de comprimento e pesar até 200 quilos. Os animais passaram a comer outros frequentadores do lago do Torto, principalmente filhotes de pato que foram introduzidos ali nos últimos meses.

O menu do jantar, inclusive, teve pirarucus cultivados no lago. De acordo com os relatos, o presidente afirmou que precisava cozinhar os pirarucus porque ele estavam matando os outros animais.

Lula recebeu os deputados ao som de “Disparada”, do compositor Geraldo Vandré, pedindo que eles “preparassem o coração” para as coisas que ele falaria ali. Em outro momento, colocou mais uma música de Vandré para tocar: “Pra não dizer que não falei de flores”.

A percepção dos presentes foi que as músicas traduziram um convite aos deputados para que caminhem junto com o governo.

Na fala que fez, Lula reconheceu que houve divergências com o Congresso no ano passado, mas destacou que o saldo da relação foi positivo e agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pelo apoio em temas relevantes.

Motta fez uma fala também com elogios e agradecimentos ao governo.

Dr. Luizinho, líder do PP e aliado de Ciro Nogueira, presenteou Lula com uma garrafa de whisky.

Janja participou dessa vez, ao contrário de, reuniões anteriores.

Para além dos bastidores pitorescos, o jantar marca uma mudança de postura na relação do Planalto com o Congresso no ano eleitoral, com acenos de Lula para tentar atrair o apoio do Centrão.