Prefeitura veta lei que exige anestesia geral em cirurgias de pets em Ponta Grossa
Ponta Grossa Vitrine

Prefeitura veta lei que exige anestesia geral em cirurgias de pets em Ponta Grossa

31/03/2026 | 14:59 Por redacao__mz

A Prefeitura de Ponta Grossa vetou integralmente a lei que previa a obrigatoriedade do uso de anestesia geral completa em cães e gatos submetidos a cirurgias custeadas ou apoiadas pelo município. A decisão foi publicada em Diário Oficial nesta terça-feira (31).

Segundo o Executivo, a proposta foi considerada ilegal e contrária ao interesse público. Entre os principais argumentos apresentados estão a inconstitucionalidade da matéria, o impacto financeiro e questões técnicas relacionadas à medicina veterinária, além de possíveis prejuízos às políticas de controle populacional de animais.

De acordo com o documento, a regulamentação de procedimentos e protocolos dentro da administração pública é de competência do Poder Executivo, não cabendo ao Legislativo impor esse tipo de norma. A Prefeitura também argumenta que a lei não especifica a origem dos recursos necessários para sua aplicação.

Autonomia profissional e impacto nas castrações

Outro ponto destacado é a autonomia dos profissionais. O Executivo defende que cabe ao médico-veterinário avaliar individualmente cada caso e definir o protocolo anestésico mais adequado.

O documento também menciona que substâncias como cetamina e xilazina são consideradas seguras quando utilizadas corretamente. Além disso, alerta que exigências mais rígidas podem reduzir a capacidade operacional das campanhas de castração em larga escala, comprometendo o controle populacional de cães e gatos no município.

O que previa a lei

De autoria do vereador Geraldo Stocco, a Lei nº 15.817 estabelecia critérios técnicos para os procedimentos de castração realizados pelo município.

Entre as determinações, estava a proibição do uso isolado de sedativos, fármacos dissociativos ou agentes paralisantes. O texto exigia que o protocolo anestésico garantisse inconsciência profunda, analgesia total, relaxamento muscular e imobilidade, além do uso de substâncias específicas para anestesia geral.

A proposta também regulamentava o processo de recuperação anestésica e proibia determinados materiais. Outro ponto previa que o animal só poderia ser devolvido ao tutor após recuperação completa da anestesia.

Com o veto, o projeto retorna à Câmara Municipal, que decidirá pela manutenção ou derrubada da decisão do Executivo. 

Leia também: Vídeos | Acidente grave no Centro deixa motociclista entubado e mulher ferida em Ponta Grossa – MZ Notícia