Ponta Grossa

Professor acusa UPA de negligência após morte de mãe por Covid-19

24/11/2020 | 08:00 Por Notícias Mz Modificado em 24, novembro, 2020 8:00

A família de Maria Anita está enlutada. No último sábado (21), o professor Edson Silva postou no facebook um vídeo, gravado no cemitério, lamentando o falecimento de sua mãe. Ele também se mostra indignado com as causas da morte de dona Maria, de 65 anos. Ela apresentava sintomas leves de coronavírus e foi até a UPA Santa Paula, mas 24 horas depois estava sendo sepultada. Os familiares alegam que houve erro médico.

Em entrevista ao Mz Notícia Edson Silva, filho da vítima, informou que tudo começou por volta das 10h da manhã de sexta-feira (20). A vítima foi até a UPA Santa Paula consultar, porque apresentava alguns sintomas de Covid-19, porém o tratamento dado a ela na Unidade teria sido superficial. Edson acreditou que ela faria o exame e retornaria para casa, só que a partir disso, não a deixaram mais sair e nem ter contato com o rapaz.

Segundo Silva, ela recebeu medicação via intravenosa através do soro das 10h às 23h. Durante este período, a família tentou se comunicar com a equipe do local por diversas vezes para receber informações sobre a paciente, teve retorno, mas ela não pode ser retirado do local de acordo com os protocolos de segurança realizados para a doença no município . A mãe de Edson tinha diabetes e pressão alta, que eram controlados com medicamentos diários. “Por que a minha mãe teve parada cardiorrespiratória? Coisa que não aconteceria, caso ela estivesse em casa, tomando os medicamentos normais que já tomava”, questiona o filho.

“Não estamos procurando culpados, queremos apenas tentar esclarecer quais foram os procedimentos que a fizeram entrar em parada cardiorrespiratória por 7 vezes consecutivas”, afirma Edson. Ele foi até a Prefeitura, fez o protocolo de atendimento pedindo um relatório com todos os medicamentos que foram dados à sua mãe, assim como, o tempo que cada um foi administrado. A família quer as imagens de dentro da sala de atendimento, onde ela estava durante as quase 12 horas tomando soro, assim como as imagem do momento que ela perdeu a consciência, de quanto tempo ela levou para ser atendida. Isto tudo mostrará se houve negligencia médica ou não. O protocolo leva cerca de 15 dias para ser respondido.

“Acredito que seja um erro médico”, considera Silva. “Mesmo que tenha acontecido de forma rápida, queremos explicações. A pessoa entra em uma unidade de saúde, esperando sair bem, e sai com um atestado de óbito. A família não quer que Maria Anita seja mais um número. Era para ela estar, ao menos, nas mesmas condições que entrou”, se revolta a família.

 

Portal Mz Notícia

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