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Servidores da Receita devem manter greve após reunião com Guedes

14/01/2022 | 11:10 Por Nara Souza Modificado em 14, janeiro, 2022 11:15

O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) classificou como “frustrante” a reunião ontem (13) com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o que deve fazer com que os servidores endureçam ainda mais a postura grevista. A informação, divulgada hoje, é do IG.

A intenção é pressionar o governo federal a regulamentar o bônus de R$ 3 mil prometido em 2017. O bônus cobrado pelos auditores é previsto em lei, mas depende da produtividade do órgão e de recursos separados no Orçamento. A intenção do Sindifisco é que governo e Congresso se movimentem para destinar verba à categoria.

Caso fosse regulamentado, traria custo extra de R$ 400 milhões ao governo. Contudo, no lugar desse pedido, o presidente Jair Bolsonaro preferiu dar aumento salarial às carreiras de segurança, base eleitoral do chefe do Executivo. Há uma expectativa do pedido ser atendido. No entanto, ao mesmo tempo em que o governo separou R$ 2 bilhões para dar aumento aos servidores, Bolsonaro disse que “nada está garantido”.

A reportagem lembra que desde o começo do protesto dos auditores, em dezembro, o sindicato já registra 1.288 comunicados de entrega de cargos na chefia do órgão, sendo que as primeiras exonerações começaram a ser publicadas nesta semana. Ao menos  19 categorias de servidores públicos estão insatisfeitas com a escolha do governo Bolsonaro de privilegiar reajuste aos profissionais da segurança pública e planejam uma mobilização a partir do dia 18 de janeiro.

No último dia 29, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) aprovou um calendário de paralisação e afirma que os sindicatos dessas categorias apoiam seus trabalhadores a suspenderem os trabalhos em três dias: 18, 25 e 26 de janeiro.

Além da Receita, integram também a lista analistas de comércio exterior, servidores do Itamaraty, servidores do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), defensores públicos federais, especialistas em políticas públicas e gestão governamental, auditores fiscais federais agropecuários, peritos federais agrários, além de servidores do Legislativo, do Judiciário e do TCU (Tribunal de Contas da União).

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