Ponta Grossa

Taxistas enfrentam dificuldades com concorrência de 3.500 motoristas de Uber em PG

23/11/2020 | 19:44 Por Notícias Mz Modificado em 23, novembro, 2020 7:44

Os cento e cinquenta e cinco taxistas espalhados pelos 43 pontos da cidade estão enfrentando dificuldades graves desde a proliferação de motoristas de Uber no município. São 3500 veículos em ação somando os cadastrados nas três empresas estabelecidas em Ponta Grossa.

Os titulares das vagas somente não estão praticamente chegando à pobreza na acepção exata do termo porque a grande maioria, 90%, são aposentados. Os 10% restantes, burlando a legislação arrendam seus pontos. Estes deveriam estar trabalhando oito horas durante seis dias como os demais.

Os taxistas cumprem escala no Terminal Rodoviário a cada cinco semanas, enfrentando uma fila de 35 veículos. Apesar da não obrigatoriedade, os taxistas cumprem a escala em grande parcela.

Celso Bin, um dos representantes dos taxistas (não há sindicato da classe), que possui seu ponto em frente ao Terminal Central, declara que a concorrência é desleal, pois motorista de aplicativo deve receber chamadas pelo celular, mas estão estacionando em frente à rodoviária e outros locais, oferecendo seus serviços diretamente ao cliente.

Acrescenta Bin que “o taxista precisa pagar o alvará, que este ano foi de R$ 330,00 e passar por curso de taxista e também o EAR, que é um teste psicológico. Temos de apresentar folha corrida do Fórum, negativa de antecedentes criminais da Polícia Civil e também da Polícia Federal. O motorista de aplicativo não tem essas cobranças, pois tenho conhecimento de que há 21 motorista de Uber trabalhando com tornozeleira”.

Queixa-se o profissional que a bandeira não é modificada desde maio de 2016. “O valor da badeira é a mesma há quatro anos. Houve aumento do pedágio, de peças automotiva, de serviço de mecânica, mas nós continuamos com o mesmo valor de cobrança”.

Segundo o motorista, a situação se agravou mais com a pandemia, derrubando a receita dos profissionais em até 90%. “A pandemia veio adicionar ao problema do Uber. Tivemos queda de receita em quase 100%. Hoje a redução está por volta de 50%”.

O outro lado
As reclamações dos taxistas irritaram o presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos de Ponta Grossa – AMAPPG, Carlos Figueiredo Nascimento. Para ele, “os taxistas ficam inventado moda” porque os motoristas de aplicativo estão aí para ajudar os menos favorecidos, aqueles que nunca tiveram condições de pegar um táxi, principalmente em momentos emergenciais.

“Nós apanhamos o cliente em sua residência e o deixamos nos locais indicados. Levamos os passageiros de casa para o trabalho e vice-versa. Graças ao nosso trabalho o chefe de família pode sair com sua família pagando um valor que condiz com o seu bolso; pode tomar sua cerveja tranquilo porque está em segurança com o Uber”, enfatiza Nascimento.

O motorista do Uber passa por exame psicológico (EAR), tem o seu CNPJ. “O Uber é legalizado. E os profissionais de Ponta Grossa têm sua entidade de representação, a única do Paraná. Nossa associação presta um serviço social imenso, distribuindo marmitas, auxiliando as casas de auxílio aos necessidades independentemente de sua bandeira religiosa ou política. Os taxista fazem isso?, questiona o presidente.

Portal Mz Notícia

 

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