Na manhã e na tarde da última quinta-feira (06), nas redes sociais, circularam comentários sobre a falta de alimentos em escolas de PG neste primeiro dia de aula na rede municipal. A Prefeitura, no entanto, divulgou uma nota negando que esse problema estivesse acontecendo.
No Instagram, o vereador Geraldo Stocco (PV), compartilhou um vídeo falando sobre a ausência de merenda em algumas escolas nesta quinta-feira. Ele explicou que, em várias instituições, não houve comida para os estudantes. Na Escola Municipal Deputado Djalma de Almeida Cesar, por exemplo, não teve alimentação para uma criança que tem espectro autista e outras necessidades alimentares específicas. Em uma escola na Coronel Cláudio, a empresa responsável informou que cada criança receberia apenas uma bisnaguinha de pão. Em outra escola, o lanche previsto era cachorro-quente, mas só entregaram pão seco. E houve escolas que receberam apenas dois cachos de banana ontem, mesmo com as aulas começando hoje.
A vereadora Joce Canto (PP), também comentou sobre o assunto em um vídeo que ela postou nas redes sociais. Ela contou que, nas escolas que visit, percebeu que faltavam frutas, verduras e pães suficientes para todas as crianças. Por exemplo, em uma escola com 500 alunos, chegaram apenas 11 bananas, e em outra com 125 estudantes, foram enviados só 50 pães. Ela destacou que muitas crianças só têm a refeição na escola, então essa falta é bastante preocupante. Joce lembrou que a Prefeitura e a empresa tiveram mais de dois meses para se preparar e organizar a merenda, mas o que aconteceu foi um problema sério. Ela agradeceu às servidoras e merendeiras das escolas, que fizeram o possível com o que tinham para ajudar as crianças. A vereadora afirmou que vai cobrar uma resposta do município e da empresa responsável por essa situação.
A vereadora Enfermeira Marisleidy (DEM), declarou que também buscará esclarecimentos sobre a administração da merenda em Ponta Grossa. “Merenda não é um detalhe, é essencial. Quando se contrata serviços externos e promete melhorias, é necessário cumprir com transparência e qualidade. Qual é o plano de reposição? Porque as crianças não devem arcar com as consequências de falhas, improvisações e falta de planejamento. Vou exigir respostas formais”.
A administração municipal refutou a alegação de ausência de merenda nas instituições de ensino em Ponta Grossa. “O fornecimento de refeições nas 160 Escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) ocorreu normalmente nesta quinta-feira (5). Todas as unidades estão com estoques adequados para atender a demanda dos alunos; além dos alimentos que já estão disponíveis nas próprias Escolas e CMEIs, itens como frutas e verduras, por exemplo, serão repostos diariamente ou semanalmente, conforme o tipo de alimento”, esclareceram.
Leia a nota completa a seguir:
A Prefeitura de Ponta Grossa esclarece que o fornecimento de refeições nas 160 Escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da cidade transcorreu normalmente nesta quinta-feira (5). Todas as unidades possuem estoques suficientes para atender a demanda de seus alunos; além dos alimentos que são armazenados nas próprias Escolas e CMEIs, itens como frutas e verduras, por exemplo, serão repostos diariamente ou semanalmente (dependendo do tipo de alimento). Sobre o atendimento de alunos com dietas especiais, o procedimento segue o mesmo adotado nos últimos anos: a direção da Escola ou CMEI é responsável por enviar o número de alunos e o tipo de seletividade que precisa ser atendida. A partir do pedido, o fornecimento da dieta especial é realizado de forma periódica e com as quantidades adequadas para o número de estudantes.
Ao longo de todo o dia, profissionais da Secretaria de Educação estiveram presentes em todas as Unidades para verificar o andamento das atividades e fiscalizar o trabalho da empresa responsável; por fim, a Prefeitura reitera que qualquer informação sobre desabastecimento nos estoques das Escolas e CMEIs é inverídica e não corresponde com a realidade destes espaços.





