O capítulo 1173 de ‘One Piece’ retoma exatamente do ponto em que o anterior terminou, jogando o leitor direto no olho do furacão em Elbaf, com o grupo do Jarul cercado por gigantes transformados em demônios, liderados nada menos que por Dorry e Brogy. A sensação é de urgência total, com Oda deixando claro que ali não existe espaço para erro ou heroísmo fácil.
A escolha de começar no meio da confusão reforça o clima de desespero e perda de controle, algo raro quando falamos de gigantes lendários. Ver figuras tão icônicas reduzidas a armas do caos já diz muito sobre o nível da ameaça e prepara o terreno para decisões difíceis dos Chapéus de Palha.
Na semana passada, Zoro encerrou o capítulo prometendo resolver a situação, e isso foi o suficiente para inflamar a imaginação dos fãs. Muitos esperavam algo no nível de Dressrosa, quando ele cortou Pica ao meio, ou feitos absurdos contra os Yonkous em Wano. Mas o capítulo 1173 escolhe um caminho bem diferente.
Zoro até desfere um ataque poderoso, cortando vários gigantes de uma só vez e provando que, sozinho, consegue atrasar todos os inimigos enquanto seus aliados avançam. O problema é que a cena passa quase despercebida, jogada no fundo de um único quadro, sem qualquer glamour. Quando Dorry e Brogy entram em cena, a tensão sobe de verdade, mas Zoro reconhece a força absurda dos dois, agora potencializados pelo poder demoníaco, e opta pela fuga estratégica, fazendo um gigante atacar o outro. Não é épico, mas é inteligente, e talvez seja a decisão mais madura do personagem em muito tempo.
Enquanto isso, Brook vive um dos momentos mais pesados do capítulo. Preso pelo ataque de Gunko, ele começa a ligar os pontos e percebe as semelhanças com uma garota que conheceu décadas atrás. A revelação vem como um soco: o verdadeiro nome de Gunko é Shuri, uma princesa que hoje deveria ter mais de 80 anos, mas permanece idêntica à criança que amava música e admirava Brook.
A reviravolta emocional fica ainda mais cruel quando Brook revela sua revolta ao descobrir que Shuri, teoricamente, matou o próprio pai, um rei querido por ele e a quem dizia “dever tudo”. Esse conflito abala momentaneamente o controle de Imu, abrindo uma brecha para a fuga dos Chapéus de Palha, embora o domínio logo seja retomado. É um daqueles momentos em que ‘One Piece’ lembra que não vive só de batalhas, mas de tragédias pessoais profundas.
Em outro ponto de Elbaf, o chamado pesadelo com a forma do Nika ataca os pais das crianças que tentavam resgatá-las, mas acaba sendo destruído por um ataque conjunto de três gigantes, em uma cena que remete às duplas lendárias como Dorry e Brogy ou Kaido e Big Mom, só que elevada ao extremo. O golpe é tão devastador que arremessa o falso Nika para longe, afundando o navio usado no sequestro e frustrando completamente o plano do Governo Mundial, para o choque de Sommers.
Agora encurralado e cercado por gigantes, Sommers ainda conta com a vantagem da imortalidade, mas o capítulo deixa no ar que isso não será suficiente por muito tempo. A expectativa é clara: a chegada de algum usuário de Haki do Rei pode selar de vez o destino dele. O capítulo 1173 de ‘One Piece’ não entrega fanservice fácil, mas constrói tensão, consequência e prepara um desfecho que promete ser explosivo, do jeito que só Oda sabe fazer.





