O ex-assessor do parlamento Guilherme Andrigo Pikunas se comprometeu a expor um esquema de “rachadinha” que opera na Câmara Municipal de Ponta Grossa. Esta afirmação foi feita em um vídeo postado no Instagram.
No início do vídeo, Pikunas questiona se os espectadores têm conhecimento sobre o que é “rachadinha”. “Seria aceitável que uma parte do seu salário fosse destinada ao bolso de um corrupto?”, questiona Pikunas na gravação divulgada. “Você elegeria um político que se envolve em tal delito?”, prossegue.
Rachadinha ou desvio de salário de assessor é a prática de corrupção caracterizada pelo repasse de parte dos salários de assessores para o parlamentar ou secretário a partir de um acordo pré-estabelecido ou como exigência para a função.
A prática da “rachadinha” pode configurar o crime de concussão (art. 316 do Código Penal), que é a exigência de vantagem indevida em razão da função pública, embora também possa ser enquadrada como peculato-desvio ou corrupção passiva, dependendo das nuances do caso, com o Superior Tribunal de Justiça (STJ) caminhando para reconhecer a concussão, especialmente quando há ameaça velada ou imposição para o repasse do salário.
Pikunas conclui o vídeo prometendo, em breve, revelar a identidade do vereador que supostamente pratica o crime de “rachadinha”.
Em uma conversa com a jornalista Mareli Martins, o vereador Ricardo Zampieri (PL) já havia feito um alerta sobre a possiblidade desse tipo de prática dentro da Câmara Municipal.
O vídeo se encerra com capturas de tela do WhatsApp, sugerindo que Pikunas possui um conjunto de evidências para validar suas afirmações.





