O caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na zona Sul do Rio, jogou luz sobre o impacto emocional — além do físico — de crimes dessa natureza.
Atraída em 31 de janeiro para uma emboscada planejada por um ex-namorado em quem confiava, a jovem relatou à família e às autoridades sentimentos de dúvida e culpa logo após a violência.
Priscila Fortini, mestre em psicologia e com atuação no atendimento clínico de vítimas de violência, que explicou que a reação é comum em quadros de trauma e não deve ser confundida com consentimento.
De acordo com psicólogos que analisam casos de violência sexual, a reação imediata de muitas vítimas inclui um “anestesiamento psíquico” ou apagamento de memórias, conhecido popularmente como estado de choque.
“É uma defesa. É muito comum que a vítima, em muitos casos, no dia do evento e dias posteriores, não se recorde do que aconteceu”, explica a especialista.
Segundo ela, elementos como não conseguir reagir fisicamente ou apresentar falhas na memória são mecanismos de defesa biológicos.





