Sayonara da Silva perdeu a própria formatura em Administração por, de acordo com ela, estar dentro de um “ciclo de injustiça”. A declaração está em uma carta que ela enviou à cerimônia e foi lida por uma professora.
Ela foi vítima de uma tentativa de feminicídio em Apucarana, no norte do Paraná, e está escondida enquanto Ademar Augusto Crepe, ex-companheiro e suspeito de cometer o crime, está foragido.
A entrega dos diplomas ocorreu em 27 de fevereiro. No texto, ela – que rompeu o relacionamento, fez a denúncia e tinha uma medida protetiva contra o homem – ressalta que perdeu a própria liberdade depois de ser vítima do crime.
Antes, ela lamenta a própria ausência: “minha voz chega até vocês através deste papel, porque a minha presença física me foi roubada”.
A Unespar, instituição onde ela estudou, publicou uma nota de apoio citando que a mulher rompeu um ciclo de violência e buscou “por meio da educação a construção de um projeto de vida autônomo”.





