Após meses atacando Banco Master, Flávio Bolsonaro admite pedido de dinheiro a Vorcaro
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Após meses atacando Banco Master, Flávio Bolsonaro admite pedido de dinheiro a Vorcaro

15/05/2026 | 10:00 Por Gabriel Vinicius Cabral

O senador Flávio Bolsonaro (PL) admitiu, nesta quarta-feira (13), ter solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horses, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, após negar publicamente qualquer relação com o caso. Desde março, o parlamentar intensificou ataques públicos ao Banco Master, reforçando que a direita não tinha ligação com o escândalo apurado pela Polícia Federal e tentando vincular o caso com o governo Lula.

O senador também vinha defendendo a instauração de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso para investigar o escândalo.

Em suas contas no X e no Instagram, foram publicados ao menos 17 conteúdos com citações diretas ao Banco Master na legenda, sendo 4 republicações entre as redes, em três meses.

09 de março: Flávio anuncia publicamente que assinou o pedido de CPI do Banco Master.

18 de março: Flávio Bolsonaro publica no Instagram questionando se o esquema seria “Master Lula ou Lula Master?”.

23 de março: Nas redes sociais, Flávio diz em vídeo que o “lulopetismo baiano está no DNA do caso Master” e que o esquema é a “cara da esquerda”.

O vídeo finaliza com a fala: “Esperamos que Daniel Vorcaro faça a sua delação e entregue tudo que ele sabe”.

24 de março: Em entrevista à CNN, nega qualquer vínculo da direita com o banco: “Essa conta do Banco Master tá longe de chegar perto da direita”. Pede a convocação de Gabriel Galípolo e Fernando Haddad para depor sobre agendas não públicas com o banco.

06 de abril: No podcast Inteligência Ltda, inclui o Banco Master em uma lista de “escândalos de corrupção” do governo Lula.

12 de abril: Ataca o chefe da Polícia Federal, chamando-o de “pau mandado de Lula” e alegando que ele “viaja bancado pelo banco Master”.

16 de abril: Em entrevista à Jovem Pan, Flávio Bolsonaro classifica o caso como um “escândalo de corrupção” do governo Lula e afirma que as investigações revelariam conexões do banco com o poder político em Brasília. Diz que o nome de Bolsonaro não aparece nas apurações.