Declaração do presidente norte-americano provocou reação imediata do Irã, que rejeitou qualquer interferência na administração da via marítima e voltou a fazer ameaças.
Trump anuncia intenção de controlar a passagem
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que pretende assumir o controle do Estreito de Ormuz e que os Estados Unidos deveriam ser remunerados por garantir a segurança da importante rota marítima.
Durante entrevista, Trump declarou que os EUA poderão se tornar os “guardiões” do estreito e defendeu que o país seja reembolsado caso mantenha a navegação na região.
A declaração contrasta com posicionamentos feitos pelo próprio presidente em junho, quando afirmou que não haveria cobrança para a utilização da via marítima.
Estreito é estratégico para o comércio mundial
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Com aproximadamente 50 quilômetros de largura, liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico.
Antes da escalada do conflito na região, cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados mundialmente passavam pelo estreito, tornando a área estratégica para o abastecimento energético global.
Irã reage e faz novas ameaças
Após as declarações de Trump, o comando militar iraniano afirmou que não permitirá qualquer intervenção dos Estados Unidos na administração do Estreito de Ormuz.
Em comunicado, autoridades iranianas declararam que qualquer tentativa norte-americana de operar na região sem autorização será contestada e alertaram que uma eventual cooperação de países vizinhos com os EUA poderá ser considerada um ato de guerra.
A Guarda Revolucionária do Irã também reafirmou que mantém autoridade sobre o estreito e declarou que a atuação norte-americana coloca em risco a segurança do fornecimento global de petróleo e gás.
Divergência sobre fechamento da rota
O governo iraniano informou que o Estreito de Ormuz voltou a ser fechado no sábado (11), após novos confrontos na região.
Os Estados Unidos, no entanto, negam que a passagem esteja bloqueada.
Segundo Teerã, a medida foi adotada após uma série de ataques realizados pelos Estados Unidos contra alvos militares iranianos. Já o governo norte-americano afirma que as operações foram uma resposta a ações iranianas contra embarcações que navegavam pela região.
A tensão entre os dois países mantém o Estreito de Ormuz como um dos principais focos de preocupação para a segurança internacional e para o mercado global de energia.





