Caminhoneiros iniciam paralisação para pressionar votação da “MP do Frete”
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Caminhoneiros iniciam paralisação para pressionar votação da “MP do Frete”

13/07/2026 | 13:25 Por Redacao

Mobilização busca acelerar a análise da medida provisória que prevê punições para empresas que descumprirem o piso mínimo do frete rodoviário.

Mobilização começou nesta segunda-feira

Caminhoneiros iniciaram nesta segunda-feira (13) uma mobilização em São Paulo, concentrando os atos nos acessos aos portos de distribuição. O movimento foi convocado pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e tem como principal objetivo pressionar o Senado Federal a votar a medida provisória que trata do cumprimento do piso mínimo do frete.

A paralisação foi anunciada pelo presidente da entidade, Wallace Landim, conhecido entre os caminhoneiros como “Chorão”. Segundo ele, a categoria aguarda há cerca de duas semanas a inclusão da proposta na pauta do Senado, sem que tenha recebido uma definição.

Durante o pronunciamento, Landim orientou os profissionais a evitarem viagens a partir da madrugada desta segunda-feira e acompanharem a tramitação da proposta até terça-feira (14), período considerado decisivo para a votação.

Manifestação segue sem bloqueios

Apesar da convocação para a paralisação, a Polícia Militar de São Paulo informou que, até a manhã desta segunda-feira, não havia impactos no trânsito.

Em Santos, principal complexo portuário do país, uma manifestação considerada pacífica foi registrada na Rua Augusta Scaraboto. Cerca de 70 pessoas participavam do ato, enquanto o fluxo de veículos permanecia normal.

No Paraná, a Polícia Rodoviária Federal informou que não havia registro de bloqueios em rodovias até o momento.

O que prevê a “MP do Frete”

Conhecida como “MP do Frete”, a medida provisória foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho e agora aguarda análise do Senado Federal.

O texto estabelece penalidades para empresas que deixarem de cumprir o pagamento do piso mínimo do frete rodoviário. Entre as sanções previstas estão a aplicação de multas e até a suspensão da atividade de transporte para quem descumprir as regras.

Como toda medida provisória, o texto possui prazo para votação. Caso não seja apreciado pelo Congresso Nacional até quinta-feira (16), perderá a validade.

Impactos continuam sendo monitorados

Embora o movimento tenha sido anunciado em âmbito nacional, não havia registro de interrupções no tráfego ou bloqueios de rodovias até a manhã desta segunda-feira.

A expectativa é de que a adesão dos caminhoneiros e os possíveis reflexos na logística sejam acompanhados ao longo dos próximos dias, principalmente nas regiões portuárias do país.