Bolsonaro pede ao STF autorização para receber os filhos no Dia dos Pais
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Bolsonaro pede ao STF autorização para receber os filhos no Dia dos Pais

05/08/2026 | 19:35 Por Redacao

Ex-presidente solicita ao Supremo autorização para visita de familiares durante prisão domiciliar e afirma que encontro terá caráter humanitário.

Pedido foi encaminhado ao STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber a visita de seus filhos no próximo domingo (9), quando é comemorado o Dia dos Pais.

O pedido foi apresentado ao ministro Alexandre de Moraes por meio da defesa do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.

Segundo a petição, Bolsonaro pretende receber os filhos Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.

Defesa alega caráter humanitário

No documento enviado ao STF, os advogados afirmam que a visita tem caráter humanitário e busca preservar os vínculos familiares durante o período de prisão domiciliar.

Atualmente, Bolsonaro está impedido de receber visitas por um prazo de 30 dias, restrição que, conforme a defesa, termina em 17 de agosto.

Restrições foram impostas por Alexandre de Moraes

As limitações foram determinadas no mês passado pelo ministro Alexandre de Moraes, após a publicação, nas redes sociais, de uma carta atribuída ao ex-presidente e divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Entre as medidas impostas está a proibição de uso da internet, inclusive por intermédio de terceiros.

O ministro também vedou o recebimento de visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de outubro, além da divulgação de manifestos eleitorais por qualquer meio de comunicação.

Prisão domiciliar

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após obter o benefício em razão de seu estado de saúde, depois de passar por uma cirurgia e durante a recuperação de uma pneumonia bacteriana.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.

O pedido para a visita dos filhos ainda será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.