Instituto Água e Terra instalou câmeras de monitoramento para confirmar a presença do felino em propriedades rurais próximas ao Parque Estadual do Monge.
Moradores relatam sequência de ataques
Moradores da área rural da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, relatam a morte de mais de 60 animais desde o fim de junho e suspeitam que os ataques tenham sido provocados por uma onça-parda. Diante das denúncias, o Instituto Água e Terra (IAT) realizou uma vistoria técnica na última quarta-feira (15) e instalou câmeras de monitoramento para verificar a presença do animal na região.
Os casos foram registrados em propriedades localizadas nas proximidades do Parque Estadual do Monge e da Mata do Uru, locais onde uma onça-parda já havia sido registrada por câmeras de monitoramento em anos anteriores.
Propriedades acumulam prejuízos
Uma das propriedades afirma ter sofrido pelo menos cinco ataques desde o dia 26 de junho. Segundo a proprietária, os primeiros animais mortos foram duas cabritas de estimação e um porco.
Ela também relatou que um caseiro de uma propriedade vizinha afirmou ter visto uma onça após ouvir barulhos durante a noite, ocasião em que galinhas teriam sido atacadas.
Entre os animais mortos estão cabritas, galinhas, perus, patos e marrecos. Os proprietários estimam um prejuízo de aproximadamente R$ 4 mil.
Mais de 40 aves mortas em outra propriedade
Outro produtor rural informou ter encontrado dezenas de aves mortas e marcas de patas após uma chuva. Segundo ele, o animal invadiu galinheiros e matou mais de 40 aves, entre galinhas, pintinhos, marrecos e gansos.
Em outra propriedade, 18 galinhas também foram encontradas mortas. A moradora afirma que, no ano passado, chegou a avistar uma onça-parda perseguindo um veado nas proximidades.
IAT monitora a região
Famílias que vivem na região há décadas afirmam nunca ter presenciado uma situação semelhante, mas demonstram preocupação com a possibilidade de novos ataques.
Com a instalação das câmeras, o Instituto Água e Terra pretende confirmar a presença da onça-parda e reunir informações que auxiliem na adoção de medidas para reduzir os riscos e proteger tanto os moradores quanto a fauna silvestre.





