El Niño pode reduzir produção de arroz na safra 2026/27, aponta análise
Brasil

El Niño pode reduzir produção de arroz na safra 2026/27, aponta análise

20/07/2026 | 16:10 Por Redacao

Fenômeno climático pode impactar área plantada, produtividade e calendário agrícola, aumentando a cautela entre os produtores.

Clima influencia planejamento da próxima safra

Mesmo com o início do plantio ainda distante, produtores e o mercado já acompanham os impactos que o fenômeno El Niño poderá causar na safra brasileira de arroz 2026/27.

Segundo análise da Safras & Mercado, o comportamento do fenômeno climático será determinante para definir a área cultivada, a produtividade e o calendário agrícola da próxima temporada.

A estimativa inicial aponta para uma produção próxima, ou até mesmo inferior, a 10 milhões de toneladas de arroz em casca, resultado da combinação entre possível redução da área plantada e expectativa de menor produtividade.

Produtores aguardam maior previsibilidade

As projeções ainda dependem da evolução das condições climáticas nos próximos meses. Diante das incertezas, muitos produtores têm adiado a compra de insumos enquanto aguardam maior segurança para definir o planejamento da safra.

A expectativa também é de possíveis atrasos no calendário agrícola em diversas regiões produtoras, tornando o escalonamento do plantio uma estratégia para reduzir riscos.

Mercado encontra fatores de sustentação

Entre os fatores que sustentam o mercado estão a recuperação gradual dos preços, a perspectiva de menor oferta exportável dos Estados Unidos, o fortalecimento dos fundamentos internacionais e a expectativa de redução da área cultivada no Brasil.

Por outro lado, os elevados estoques mundiais continuam limitando uma valorização mais intensa dos preços no mercado internacional.

Preço do arroz registra alta

Na última semana, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul foi de R$ 62,83, representando alta de 3,38% em relação à semana anterior e avanço de 8,27% na comparação com o mês passado.

Apesar da recuperação recente, o valor ainda permanece 6,36% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.