Operação Gutenberg mostrou que a família Paroschi Jafar usava vagas e cirurgias do SUS
Brasil

Operação Gutenberg mostrou que a família Paroschi Jafar usava vagas e cirurgias do SUS

20/07/2026 | 16:20 Por Redacao

A Operação Gutenberg, deflagrada em 7 de julho pelo Gaeco, cumpriu mandados em diversas cidades de Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. A investigação apontou uma rede criminosa liderada por membros da família Paroschi Jafar, que teria fraudado mais de R$ 27 milhões em compras de livros didáticos para escolas públicas.

Segundo o Ministério Público, a estratégia consistia em usar a concessão de vagas, exames e cirurgias do SUS como moeda de troca. Prefeituras eram pressionadas a fechar contratos com a Editora Avante, empresa vinculada à família, sob a ameaça de impedir o acesso a serviços de saúde essenciais.

Entre os investigados estão a empresária Rossana Paroschi Jafar, viúva do ex-proprietário da Gráfica Alvorada, e seus filhos Olívia, Felipe e Giovanni. Cada um teria desempenhado funções específicas – desde a administração financeira até a movimentação de recursos por meio de empresas de fachada – para ocultar a origem dos valores desviados.

Após as prisões, Olívia Paroschi Jafar teve a prisão preventiva substituída por tornozeleira eletrônica e liberdade sob medidas cautelares. Rossana permanece detida por suspeita de posse de munições, enquanto Felipe, Giovanni e a ex-nora Rhayane Souza Fanaia continuam presos, aguardando julgamento.

As investigações ainda indicam que a organização mantém contratos ativos em vários municípios, o que levanta dúvidas sobre a extensão do esquema e a necessidade de novas medidas de controle sobre a saúde pública e as licitações de material escolar.