Militar da reserva vira réu por feminicídio de escrivã da Polícia Federal em Cascavel
Policial Vitrine

Militar da reserva vira réu por feminicídio de escrivã da Polícia Federal em Cascavel

24/07/2026 | 11:23 Por Redacao

Justiça do Paraná aceitou a denúncia do Ministério Público contra o militar da reserva acusado de matar a esposa, a escrivã da Polícia Federal Vanessa Marty.

Justiça aceita denúncia por feminicídio

A Justiça do Paraná recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) contra o militar da reserva do Exército Júlio César Valteman, de 58 anos, acusado de matar a esposa, a escrivã da Polícia Federal Vanessa Marty, de 44 anos.

Com a decisão, o acusado passa a responder como réu pelo crime de feminicídio. O caso ocorreu em 24 de junho, no município de Cascavel, no Oeste do Paraná.

Investigação aponta indícios de homicídio

De acordo com as investigações, o casal havia retornado de um bar, onde assistia a uma partida de futebol, quando o crime aconteceu.

Inicialmente, o militar acionou o socorro afirmando que a esposa havia tirado a própria vida com um disparo na cabeça. No entanto, a investigação identificou contradições no depoimento e indícios de alteração da cena do crime.

Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos durante a investigação são suficientes para apontar a responsabilidade do acusado pela morte da esposa.

Defesa contesta denúncia

A defesa de Júlio César Valteman afirmou que a denúncia foi apresentada antes da conclusão de todas as provas técnicas.

Os advogados também sustentam que, embora o casal tivesse desentendimentos, não havia registros formais de agressões e alegam que Vanessa enfrentava um quadro psiquiátrico, com histórico de tentativa de suicídio, circunstância que, segundo a defesa, deverá ser considerada durante o processo.

O Ministério Público informou que algumas perícias ainda estão em andamento, mas entende que as provas já produzidas sustentam a acusação.

Perícia encontrou inconsistências

Segundo a investigação, a vítima foi encontrada com um tiro na cabeça dentro do veículo do casal. A arma utilizada no disparo pertencia ao acusado.

A perícia realizada no local identificou elementos que, conforme a Polícia Civil, são incompatíveis com a hipótese inicial de suicídio, entre eles a posição da arma e a ausência de vestígios balísticos normalmente encontrados em disparos realizados a curta distância.

O caso seguirá tramitando na Justiça, onde serão analisadas as provas produzidas durante a investigação e as apresentadas pelas partes ao longo da ação penal.

Foto: Reprodução/ Rede Sociais