Complexo industrial passa a ser administrado por Frísia, Agrária, Capal, Coasul, Integrada, Castrolanda e Bom Jesus, em um dos maiores projetos de intercooperação do Paraná
A Esmagadora Campos Gerais, localizada em Ponta Grossa, iniciou suas operações neste mês sob a gestão de sete cooperativas paranaenses. O empreendimento reúne Frísia, Agrária, Capal, Coasul, Integrada, Castrolanda e Bom Jesus e é considerado o maior projeto de intercooperação da história do Paraná.
Juntas, as cooperativas representam aproximadamente 57 mil cooperados, 16 mil colaboradores, 2,1 milhões de hectares cultivados e faturamento anual superior a R$ 47 bilhões.
A parceria foi apresentada oficialmente nesta segunda-feira (17), durante um encontro com o governador do Paraná, Ratinho Junior, que reuniu representantes das sete cooperativas.
Complexo foi assumido em agosto
A unidade industrial, que anteriormente pertencia à multinacional Louis Dreyfus Company (LDC), foi oficialmente assumida pelas cooperativas em 1º de agosto. A produção começou dois dias depois, em 3 de agosto, já sob a nova administração.
A Frísia Cooperativa Agroindustrial ficará responsável pela gestão do empreendimento.
Segundo a cooperativa, a união busca ampliar a industrialização da soja no Paraná, agregando valor à produção e fortalecendo a atuação conjunta do cooperativismo no agronegócio.
Estrutura tem capacidade para 300 mil toneladas
O complexo está instalado em uma área de aproximadamente 58 hectares e conta com estrutura para recepção, beneficiamento e armazenamento de grãos.
A capacidade estática de armazenamento chega a 300 mil toneladas.
A unidade também possui áreas destinadas à preparação da soja, extração de óleo e farelo, produção de lecitina e refinaria. Atualmente, cerca de 200 colaboradores trabalham no complexo.
Produção será destinada ao mercado interno e à exportação
Entre os principais produtos fabricados estão o óleo de soja degomado, utilizado principalmente na produção de biocombustíveis, e o farelo de soja, destinado ao mercado interno e à exportação.
A unidade também produzirá lecitina e casca de soja, insumos utilizados pela indústria de alimentos e na nutrição animal.
A operação amplia a participação das cooperativas na cadeia de industrialização da soja e reforça a importância de Ponta Grossa como polo do agronegócio e da indústria de transformação no Paraná.





