O ministro Alexandre de Moraes, do STF, defendeu a adoção do voto distrital misto no Brasil como forma de aproximar eleitores de seus representantes e fortalecer os partidos.
O modelo combina o sistema proporcional, atualmente usado para deputados e vereadores, com o voto distrital, no qual parte dos parlamentares seria escolhida diretamente pelos eleitores de determinadas regiões.
Moraes sugeriu uma implantação gradual, começando com 30% das vagas pelo sistema distrital e 70% pelo proporcional, avançando posteriormente para 40% e 60%.
A mudança dependeria de uma reforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional e envolveria a definição dos distritos e das regras para distribuição das vagas.
O que é o voto distrital
No sistema distrital, o território de um estado ou município é dividido em diferentes regiões eleitorais, chamadas de distritos.
Cada distrito teria seus próprios candidatos, e os eleitores escolheriam aqueles que disputam a vaga para representar especificamente aquela região.
Por exemplo, se determinado estado tivesse dez vagas em disputa, poderiam ser criados dez distritos eleitorais. Cada região escolheria um representante para o Legislativo.
A ideia é fazer com que o parlamentar tenha uma relação mais direta com os moradores da área que representa.





