Quem é o ‘Rei do Ovo’ que entrou para o top 10 dos bilionários do Brasil
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Quem é o ‘Rei do Ovo’ que entrou para o top 10 dos bilionários do Brasil

28/08/2026 | 16:35 Por Redação MZ

Ricardo Faria, fundador da Granja Faria, começou a empreender ainda criança vendendo picolés em uma praia de Santa Catarina e hoje possui patrimônio estimado em R$ 35,1 bilhões

Ricardo Castellar de Faria, de 51 anos, conhecido nacionalmente como o “Rei do Ovo”, passou a integrar o grupo dos dez brasileiros mais ricos do país, segundo o mais recente levantamento da Forbes.

Com patrimônio estimado em R$ 35,1 bilhões, o empresário ocupa a décima posição no ranking e construiu sua fortuna principalmente no agronegócio, à frente de negócios ligados à produção de ovos.

Nascido em Niterói, no Rio de Janeiro, Ricardo Faria se mudou ainda criança para Criciúma, em Santa Catarina. Foi no estado catarinense que teve suas primeiras experiências como empreendedor.

De vendedor de picolé a empresário bilionário

Aos 8 anos, durante as férias escolares, Ricardo começou a vender picolés na praia do Rincão utilizando um carrinho. A experiência marcou sua visão sobre empreendedorismo desde a infância.

Anos depois, ele seguiria uma trajetória marcada pela criação, expansão e venda de empresas em diferentes setores até consolidar seu nome no agronegócio brasileiro.

Aos 15 anos, Ricardo viajou para a Califórnia, nos Estados Unidos, para fazer um intercâmbio. Inicialmente, pensava em seguir os passos do pai e cursar Medicina, mas o contato com a forte produção agrícola da região mudou seus planos.

Ao retornar ao Brasil, decidiu estudar Agronomia e se formou como engenheiro agrônomo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Primeira empresa cresceu e foi vendida

Antes de consolidar sua atuação na produção de ovos, Ricardo Faria criou a Lavebras, empresa voltada à locação e lavagem de roupas e uniformes para indústrias.

O negócio cresceu, chegou a aproximadamente 70 unidades e despertou o interesse de grandes empresas do setor. Em 2017, a companhia foi vendida para a francesa Elis.

A experiência no segmento também aproximou o empresário do agronegócio, já que parte dos clientes atendidos pela empresa atuava nessa área.

Império dos ovos começou no agronegócio

A trajetória de Ricardo Faria no setor avícola ganhou força a partir da criação de negócios voltados à produção de ovos.

Em 2007, ele abriu uma granja de ovos férteis em Nova Mutum, no Mato Grosso, para atender à Perdigão. Anos depois, ampliou seus investimentos no setor.

Em 2013, adquiriu a Avícola Catarinense, em Lauro Müller, no Sul de Santa Catarina, município que passou a concentrar a sede jurídica da Granja Faria.

Fundada em 2006, a empresa se transformou em uma das principais produtoras do setor no país, atuando na produção de ovos comerciais, ovos férteis e pintos de um dia.

Atualmente, a operação conta com 2.700 funcionários e 34 unidades produtoras, com produção de aproximadamente 16 milhões de ovos por dia.

Expansão internacional impulsionou os negócios

O crescimento do grupo também avançou para fora do Brasil. Em 2024, Ricardo Faria adquiriu a empresa americana Hillandale Farms por US$ 1,1 bilhão.

No ano seguinte, o grupo comprou o Grupo Hevo, da Espanha, ampliando sua presença internacional.

Em março de 2026, a gestora Warburg Pincus adquiriu participação na Global Eggs, operação ligada ao grupo, em uma negociação que elevou o valuation da empresa para US$ 40 bilhões.

Patrimônio cresceu mais de 79% em um ano

Ricardo Faria apareceu pela primeira vez entre os bilionários brasileiros em 2024, quando seu patrimônio era estimado em R$ 17,45 bilhões.

Em 2025, o empresário possuía R$ 19,6 bilhões e ocupava a 21ª posição no ranking. Agora, com patrimônio calculado em R$ 35,1 bilhões, alcançou o grupo dos dez brasileiros mais ricos.

O crescimento estimado de sua fortuna em relação ao ano anterior foi de 79,08%.

Além da Granja Faria, Ricardo também está ligado à Insolo e à RCF Capital, mantendo investimentos em diferentes áreas.

A trajetória do empresário, que começou vendendo picolés ainda criança no litoral catarinense, ganhou dimensão internacional e transformou a produção de ovos em um dos maiores negócios do agronegócio brasileiro.