Candidato do PSD afirmou ter autonomia política, comentou o avanço de Augusto Cury nas pesquisas e voltou a se posicionar contra câmeras corporais para policiais.
Caiado fala sobre disputa presidencial
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta sexta-feira (4) que possui uma trajetória política própria e fez críticas a Flávio Bolsonaro durante uma sabatina.
Ao comentar a disputa eleitoral, Caiado afirmou que não precisa estar ligado a outros políticos para construir sua candidatura. Segundo ele, sua trajetória foi construída ao longo da vida pública e não depende de associação com outros nomes.
“No meu currículo, tenho muito a mostrar e nada a esconder. A minha apresentação à população não é só a carteira de identidade. Eu tenho um orgulho muito grande do meu nome, do meu sobrenome, mas eu construí a minha vida política. Eu não preciso ter que estar vinculado a A ou B. Eu tenho autonomia, eu não sou um personagem criado para disputar uma eleição”, afirmou.
O candidato também comentou o desempenho de Augusto Cury (Avante), que passou a ocupar a terceira colocação nas pesquisas divulgadas durante a semana.
Caiado disse que Cury tem o direito de apresentar sua candidatura e afirmou que os eleitores decidirão, até 4 de outubro, quais candidatos estarão no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Candidato propõe mudanças no STF
Durante a sabatina, Caiado também foi questionado sobre a crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), após a retirada do sigilo de investigações da Polícia Federal.
O candidato defendeu que informações relacionadas às investigações sejam disponibilizadas ao público. Segundo Caiado, ele já vinha defendendo a quebra de sigilos para ampliar o conhecimento da sociedade sobre os fatos investigados.
Caso seja eleito, o candidato afirmou que pretende promover mudanças na estrutura do Supremo.
Entre as propostas apresentadas estão a escolha de ministros com mais de 60 anos, a análise do currículo dos indicados por autoridades ligadas à Justiça e a criação de uma quarentena para que futuros ministros possam assumir cargos políticos antes ou depois de ocupar uma cadeira na Corte.
Caiado mantém posição contrária às câmeras corporais
Outro tema abordado durante a entrevista foi o uso de câmeras corporais por policiais. Caiado voltou a afirmar que é contrário à adoção obrigatória dos equipamentos, embora não tenha detalhado os motivos da posição.
O candidato negou, porém, que sua postura represente tolerância com eventuais abusos cometidos por agentes de segurança pública.
Segundo Caiado, os governos estaduais devem ter autonomia para decidir sobre a utilização das câmeras.
“Não admito essa comparação que acha que eu serei conivente com excessos praticados. Jamais. É o cumprimento da lei e da ordem. Agora, a polícia tem que garantir segurança pública ao cidadão. Se o estado não quiser usar a câmera, esse é o problema de cada governador. Eu não vou interferir em nada. Cada governador tem a sua opção”, declarou.





