Estado registra 109 processos; São Paulo lidera e Rio Grande do Sul aparece em terceiro
O Paraná ocupa o segundo lugar no ranking nacional de ações por assédio eleitoral no trabalho, com 109 processos registrados entre maio de 2023 e dezembro de 2025. São Paulo lidera, com 129, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 77.
O levantamento do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) analisou 694 processos nos 24 Tribunais Regionais do Trabalho.
O terror psicológico foi identificado em 81,9% dos casos, enquanto o assédio virtual apareceu em 67,4%. O WhatsApp e as redes sociais estão entre os principais meios utilizados para pressionar trabalhadores.
A intimidação econômica, como ameaças de demissão, perda de função ou promessas de benefícios em troca de apoio político, esteve presente em cerca de 61,6% dos processos.
O assédio eleitoral ocorre quando o trabalhador sofre pressão, ameaça, constrangimento ou promessa de vantagem para influenciar seu voto ou posição política.
As denúncias podem ser feitas ao Ministério Público do Trabalho, Justiça Eleitoral, Tribunais Regionais do Trabalho ou sindicatos. Empresas que praticarem ou permitirem a prática podem sofrer multas, ações trabalhistas, indenizações e até sanções penais.





