Levantamento da UEPG aponta alta de 2,89% em agosto; tomate subiu 111,91%, enquanto carne e produtos de limpeza também ficaram mais caros.
Cesta básica fica mais cara em Ponta Grossa
O custo médio da cesta básica em Ponta Grossa aumentou 2,89% em agosto de 2026, segundo levantamento do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Com a alta, os 33 produtos analisados passaram a custar, em média, R$ 1.017,95 na primeira semana de setembro.
A pesquisa compara os preços registrados na primeira semana de agosto com os valores encontrados na primeira semana de setembro em compras feitas por meio de delivery de supermercados da cidade.
Dos 33 itens avaliados, 14 ficaram mais caros, 18 tiveram redução e um não apresentou alteração.
Tomate teve disparada de 111,91%
Entre os grupos analisados, os hortifrutigranjeiros registraram a maior alta, de 18%. O principal destaque foi o tomate, que teve aumento de 111,91% e foi o produto que mais encareceu no levantamento.
Na outra ponta, o alho apresentou a maior redução individual, com queda de 17,74%.
Carne também pesa mais no orçamento
O grupo das carnes teve alta de 11,52%. A carne bovina ficou 12,66% mais cara, enquanto o preço do frango aumentou 7,59%.
Nenhum dos produtos analisados dentro desse grupo apresentou redução de preço.
Na categoria de limpeza, a alta geral foi de 5,66%. A esponja teve o maior aumento, de 19,92%, enquanto o detergente registrou queda de 1,28%.
Alguns produtos ficaram mais baratos
Apesar da alta geral da cesta, dois grupos apresentaram redução de preços.
Na alimentação geral, a queda foi de 1,38%. O arroz, porém, subiu 6,78%, enquanto o sal teve redução de 15,43%.
Já o grupo de higiene apresentou queda de 6,8%. Nenhum item dessa categoria ficou mais caro. O shampoo teve a maior redução, de 15,13%, seguido pelo desodorante, que caiu 1,56%.
Cesta compromete até 62,8% de um salário mínimo
O levantamento também calculou quanto a cesta básica representa da renda das famílias de Ponta Grossa.
Considerando o salário mínimo de R$ 1.621, uma família com renda equivalente a um salário mínimo precisaria comprometer cerca de 62,8% dos ganhos para comprar os produtos avaliados.
Para famílias com renda de dois, três, quatro e cinco salários mínimos, a cesta representa, respectivamente, 31,4%, 20,93%, 15,70% e 12,56% da renda mensal.
Pesquisa não representa a inflação da cidade
A UEPG destaca que o Índice Cesta Básica (ICB) não deve ser utilizado como indicador da inflação de Ponta Grossa.
O levantamento considera especificamente os preços de produtos de alimentação, higiene e limpeza consumidos por famílias com média de três integrantes e renda entre um e cinco salários mínimos, com base em compras realizadas por delivery de supermercados do município.





