Taíssa Marques, de 21 anos, foi morta a facadas; suspeito foi indiciado por tentativa de estupro e feminicídio
Investigação aponta que crime foi planejado
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito sobre a morte de Taíssa Marques, de 21 anos, ocorrida em uma academia na zona leste de Londrina, e apontou que o crime foi premeditado.
O suspeito foi indiciado pelos crimes de tentativa de estupro e feminicídio. Segundo a delegada Carla Gomes, da Delegacia da Mulher (DM), o agressor teria planejado a ação com dias de antecedência.
Suspeito teria visitado academia antes do crime
Durante entrevista coletiva, a delegada informou que o acusado esteve no estabelecimento três dias antes do ataque, sob o pretexto de conhecer a estrutura do local.
De acordo com a investigação, o objetivo teria sido mapear o ambiente antes da ação.
No dia do crime, o indiciado teria levado uma faca e uma corda que não pertenciam à academia.
A dinâmica dos fatos foi analisada pela equipe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, com base em imagens de câmeras de segurança do entorno e em depoimentos de testemunhas e policiais militares que atenderam à ocorrência.
Celulares passam por perícia
Os celulares da vítima e do acusado foram apreendidos e encaminhados ao Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (DIE).
A perícia busca extrair informações dos aparelhos e verificar um possível envolvimento do autor com grupos extremistas.
Em relação à defesa do acusado, os advogados apresentaram um laudo de transtorno do espectro autista, datado de 2017.
A Polícia Civil ressaltou, porém, que a avaliação sobre a imputabilidade penal do suspeito somente poderá ser determinada por uma junta médica do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR).
Suspeito também é investigado por suposta invasão
Enquanto aguarda o andamento do processo, o suspeito passou a ser alvo de um novo inquérito.
Ele também é investigado por uma suposta invasão domiciliar, denunciada por duas mulheres após a decretação de sua prisão preventiva no caso da academia.
O suspeito permanece detido sob custódia do Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná (DEPPEN) e aguarda o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público do Paraná (MPPR).
Caso a denúncia seja aceita, ele deverá responder pelos crimes perante o Tribunal do Júri.





