Polícia conclui inquérito e aponta premeditação em morte de jovem em academia de Londrina
Policial

Polícia conclui inquérito e aponta premeditação em morte de jovem em academia de Londrina

22/09/2026 | 11:26 Por Redacao

Taíssa Marques, de 21 anos, foi morta a facadas; suspeito foi indiciado por tentativa de estupro e feminicídio

Investigação aponta que crime foi planejado

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito sobre a morte de Taíssa Marques, de 21 anos, ocorrida em uma academia na zona leste de Londrina, e apontou que o crime foi premeditado.

O suspeito foi indiciado pelos crimes de tentativa de estupro e feminicídio. Segundo a delegada Carla Gomes, da Delegacia da Mulher (DM), o agressor teria planejado a ação com dias de antecedência.

Suspeito teria visitado academia antes do crime

Durante entrevista coletiva, a delegada informou que o acusado esteve no estabelecimento três dias antes do ataque, sob o pretexto de conhecer a estrutura do local.

De acordo com a investigação, o objetivo teria sido mapear o ambiente antes da ação.

No dia do crime, o indiciado teria levado uma faca e uma corda que não pertenciam à academia.

A dinâmica dos fatos foi analisada pela equipe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, com base em imagens de câmeras de segurança do entorno e em depoimentos de testemunhas e policiais militares que atenderam à ocorrência.

Celulares passam por perícia

Os celulares da vítima e do acusado foram apreendidos e encaminhados ao Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (DIE).

A perícia busca extrair informações dos aparelhos e verificar um possível envolvimento do autor com grupos extremistas.

Em relação à defesa do acusado, os advogados apresentaram um laudo de transtorno do espectro autista, datado de 2017.

A Polícia Civil ressaltou, porém, que a avaliação sobre a imputabilidade penal do suspeito somente poderá ser determinada por uma junta médica do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR).

Suspeito também é investigado por suposta invasão

Enquanto aguarda o andamento do processo, o suspeito passou a ser alvo de um novo inquérito.

Ele também é investigado por uma suposta invasão domiciliar, denunciada por duas mulheres após a decretação de sua prisão preventiva no caso da academia.

O suspeito permanece detido sob custódia do Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná (DEPPEN) e aguarda o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público do Paraná (MPPR).

Caso a denúncia seja aceita, ele deverá responder pelos crimes perante o Tribunal do Júri.