MP pede condenação de quatro acusados de estupro coletivo em Copacabana
Policial

MP pede condenação de quatro acusados de estupro coletivo em Copacabana

25/09/2026 | 14:06 Por Redacao

Réus estão presos desde março e negam o crime; Ministério Público afirma que houve tentativas de descredibilizar a vítima durante o processo

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu à Justiça a condenação de quatro homens acusados de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Vitor Hugo Simonin, João Gabriel Bertho, Matheus Veríssimo Martins e Bruno Allegretti estão presos desde março e negam as acusações. Durante os interrogatórios, os quatro afirmaram que a relação sexual foi consensual.

Segundo a investigação, a adolescente foi ao apartamento a convite de um rapaz com quem já havia se relacionado. De acordo com o relato da vítima, ela não consentiu com as relações e teria sido violentada e agredida com tapas, socos e chutes.

Em abril, a Justiça determinou a internação por seis meses de um adolescente de 17 anos envolvido no caso. Segundo a decisão, ele teria convidado a vítima e os demais envolvidos para o apartamento.

Réus negam acusações

Os quatro acusados afirmaram que a relação foi consensual. Eles também disseram não ter percebido as lesões apresentadas pela adolescente durante o episódio.

Durante os interrogatórios, o juiz mostrou fotografias das marcas de agressão e questionou os acusados sobre os ferimentos. Eles disseram que não haviam visto as lesões porque o ambiente estava escuro.

MP aponta tentativa de descredibilização

Nas alegações finais, a promotora responsável pelo caso afirmou que houve tentativas de descredibilizar a vítima durante as audiências.

O Ministério Público pediu a condenação dos quatro réus pelo crime de estupro. A avó da adolescente, que atua como assistente de acusação, também criticou a estratégia das defesas e afirmou que ela contribuiu para a revitimização da jovem.

Após as alegações finais das defesas, caberá à Justiça decidir pela condenação ou absolvição dos acusados.