Funcionário de hospital é preso suspeito de vender atestados médicos falsos no Paraná
Paraná

Funcionário de hospital é preso suspeito de vender atestados médicos falsos no Paraná

28/09/2026 | 14:39 Por Redacao

Segundo a Polícia Civil, documentos eram negociados por aplicativo de mensagens e apresentavam diagnósticos como intoxicação alimentar e cálculo renal

Um funcionário de hospital e uma mulher foram presos nesta segunda-feira (28), em Curitiba, suspeitos de produzir e vender atestados médicos falsos.

Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), os documentos eram negociados por aplicativo de mensagens e apresentavam diagnósticos como intoxicação alimentar e cálculo renal.

Mandados foram cumpridos em Curitiba

A operação cumpriu mandados nos bairros Boqueirão e Novo Mundo. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

De acordo com a Polícia Civil, o homem trabalha em um hospital da Região Metropolitana de Curitiba e já possuía histórico criminal relacionado à falsificação de documentos e à facilitação de acesso a insumos hospitalares.

A mulher, segundo a polícia, tinha passagens por furto.

Polícia apreendeu atestados e carimbos

Durante as buscas, os policiais apreenderam dezenas de atestados em branco, além de carimbos clonados com nomes de médicos, dentistas e pedagogas.

Também foram encontrados materiais de impressão, tablets, celulares, comprovantes bancários e munições.

Todo o material apreendido será encaminhado para perícia.

Investigação começou após ação em 2025

Conforme a PCPR, a operação realizada nesta segunda-feira é um desdobramento de informações obtidas após uma ação registrada em 29 de outubro de 2025.

A investigação reuniu dados da Polícia Militar e da Polícia Civil.

O delegado Hormínio de Paula Lima Neto informou que os atestados eram oferecidos com diagnósticos retroativos.

A polícia também investiga a suspeita de que o grupo tivesse acesso clandestino a sistemas de câmeras para acompanhar o deslocamento de viaturas.

Suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional

Os dois presos foram encaminhados ao sistema prisional.

Segundo a PCPR, eles podem responder por falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual e associação criminosa.

A investigação continua em andamento.

 

Foto ilustrativa