Levantamento aponta que 38% dos municípios consideram alto o nível do problema; apenas 7% possuem Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas
No Paraná, 88% dos municípios admitem enfrentar problemas relacionados à circulação de drogas. Entre essas cidades, 38% consideram o desafio alto e outros 38% avaliam como médio. Já 21% classificam o problema como baixo.
Apesar do cenário, apenas 7% dos municípios paranaenses possuem Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas. Entre as cidades que contam com o conselho, somente 30% realizam reuniões periódicas.
O levantamento também aponta que apenas 8% dos municípios possuem Plano Municipal de Políticas sobre Drogas.
Saúde é a área mais afetada
A circulação de drogas também impacta diretamente os serviços públicos oferecidos à população.
Na avaliação dos gestores municipais do Paraná, a Saúde é a área mais afetada, com 93%. Na sequência aparecem a Assistência Social, com 88%, a Segurança Pública, com 85%, e a Educação, com 69%.
Segundo o presidente da entidade responsável pelo levantamento, Paulo Ziulkoski, o enfrentamento do problema exige maior cooperação entre os diferentes níveis de governo, além de mecanismos de apoio técnico e financeiro aos municípios.
Falta de financiamento dificulta ações
Outro ponto destacado pelo levantamento é a ausência de mecanismos de financiamento específicos para as políticas sobre drogas.
Cerca de 89% dos municípios paranaenses pesquisados não possuem Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas. Além disso, 74% dependem de recursos próprios para executar ações nessa área.
Apenas 2% utilizam recursos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad).
O cenário aponta dificuldades relacionadas ao acesso a recursos, à disponibilidade de financiamento e aos mecanismos de transferência de verbas para os municípios.
Quais ações são realizadas pelos municípios
Mesmo diante das dificuldades, os municípios paranaenses desenvolvem diferentes iniciativas para enfrentar a circulação e o uso de drogas.
As ações de prevenção, como campanhas e palestras, são realizadas por 79% das cidades.
Na sequência aparecem as ações de assistência social, incluindo atividades desenvolvidas pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e unidades de acolhimento, presentes em 77% dos municípios.
Já as ações de atenção e cuidado na área da saúde são realizadas por 75% das cidades.
O levantamento aponta que a maior parte das ações relacionadas ao enfrentamento do uso ou da dependência de drogas ocorre diretamente nos municípios, que são responsáveis pela execução de diferentes políticas públicas voltadas à população.





