Um ataque russo contra a cidade de Zaporíjia, no sudeste da Ucrânia, deixou 12 mortos, incluindo três crianças, e 14 feridos neste sábado (10), segundo autoridades ucranianas ouvidas pela agência Reuters. O bombardeio atingiu áreas residenciais e provocou destruição em edifícios, ampliando a preocupação com a segurança de civis em regiões próximas à linha de frente da guerra.
De acordo com a apuração da Reuters, cinco bombas planadoras atingiram áreas residenciais da cidade. Equipes de resgate trabalharam entre os escombros para localizar vítimas e retirar sobreviventes. Uma menina de seis anos está entre os mortos.
O ataque ocorreu um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo relacionado à flexibilização de sanções sobre exportações russas de diesel. A medida foi apresentada no contexto da tentativa americana de reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis, que subiram em meio ao conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
A decisão provocou reação do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que criticou o alívio das restrições econômicas à Rússia. Para Kiev, a redução da pressão sobre Moscou pode favorecer a capacidade russa de continuar a guerra. O governo americano, por sua vez, tem buscado medidas para conter os custos de energia e avançar em iniciativas diplomáticas.
A mudança também levanta questões sobre a política de sanções adotada desde a invasão russa da Ucrânia, em 2022. As restrições econômicas foram utilizadas por países ocidentais como instrumento de pressão contra Moscou, especialmente nos setores de energia e financiamento.
Ao mesmo tempo, representantes ucranianos, europeus e americanos mantêm discussões sobre possíveis caminhos para encerrar o conflito. As negociações enfrentam divergências sobre segurança, concessões territoriais, ataques a infraestruturas e condições para uma eventual trégua.
O episódio evidencia a dificuldade de separar as decisões econômicas das consequências militares e diplomáticas. Enquanto os governos discutem sanções, combustível e negociações, a população civil continua exposta a bombardeios e à destruição de áreas residenciais.
Os números de vítimas e os detalhes do ataque correspondem às informações divulgadas até a publicação desta matéria e podem ser atualizados conforme novas confirmações das autoridades.





