Ponta Grossa: homem é morto com 17 golpes de faca após suposta dívida por assassinato encomendado
Policial

Ponta Grossa: homem é morto com 17 golpes de faca após suposta dívida por assassinato encomendado

14/10/2026 | 13:27 Por Redacao

Crime aconteceu na Vila Coronel Cláudio, em maio de 2025. Mulher acusada de participar do homicídio será julgada nesta quinta-feira (15), às 8h30, pelo Tribunal do Júri.

Uma suposta dívida relacionada à contratação de um assassinato pode ter motivado a morte de Jackson Luis Ferreira de Quadros, em Ponta Grossa. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), ele teria sido atacado como represália pelo não pagamento de um crime supostamente encomendado por uma prima.

A acusada, Daiana dos Santos Lourenço, será julgada nesta quinta-feira (15 de outubro), às 8h30, no Tribunal do Júri do Fórum da Justiça Estadual, em Oficinas.

O homicídio ocorreu em 25 de maio de 2025, na Rua Theófilo Cunha, na Vila Coronel Cláudio. Jackson sofreu pelo menos 17 lesões provocadas por faca e morreu em decorrência de hemorragia aguda.

Ministério Público aponta vingança por dívida

De acordo com a denúncia, uma prima da vítima teria contratado Daiana para matar outro homem, mas não teria realizado o pagamento combinado.

A acusação sustenta que Daiana decidiu matar Jackson como forma de represália.

O processo não esclarece o valor da suposta dívida nem informa se o assassinato inicialmente encomendado chegou a acontecer.

Ainda segundo o MPPR, a acusada teria participado do ataque com um adolescente de 17 anos. A vítima teria sido surpreendida em via pública, sem conhecer o motivo da agressão.

Daiana responde por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de corrupção de adolescente majorada.

Guarda Municipal encontrou facas e roupas com possíveis vestígios

Após o crime, a Guarda Municipal recebeu informações de que um homem ferido por faca havia sido levado à UPA Santana.

Durante as diligências, os agentes localizaram um adolescente com manchas de sangue na camiseta, nos fundos de uma residência.

No imóvel, encontraram Daiana, outra pessoa, facas possivelmente relacionadas ao crime, roupas e celulares quebrados.

Três pessoas foram encaminhadas à delegacia. Os documentos mencionados não apresentam confirmação pericial de que as facas apreendidas tenham sido utilizadas no homicídio.

Defesa contesta acusação e motivação do crime

A defesa de Daiana questiona a suficiência das provas e pediu que a acusada não fosse submetida ao Tribunal do Júri.

Também solicitou a retirada da qualificadora de motivo torpe, alegando falta de comprovação da motivação atribuída ao homicídio.

A Justiça, porém, manteve a acusação e determinou o julgamento pelo júri. Um recurso apresentado pela defesa foi negado.

Daiana permaneceu em silêncio durante a audiência de instrução.

Julgamento acontece nesta quinta-feira

A acusada teve a prisão em flagrante convertida em preventiva em 27 de maio de 2025. A medida foi mantida posteriormente, inclusive em agosto de 2026.

O julgamento será presidido pelo juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt, com apresentação de testemunhas da acusação e da defesa.

A sessão também poderá contar com imagens, objetos apreendidos e outros materiais relacionados à investigação.

Daiana ainda não foi condenada pelo homicídio. Caberá ao Tribunal do Júri avaliar as provas e decidir sobre sua responsabilidade criminal.