Operação Sentinela mira 15 investigados por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital. Sete já estavam presos, cinco foram detidos nesta quarta-feira (14) e três permanecem foragidos.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), deflagrou nesta quarta-feira (14 de outubro) a Operação Sentinela, que resultou na prisão de cinco suspeitos de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ofensiva ocorreu em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, e Cotia, em São Paulo, com o cumprimento de mandados judiciais contra 15 investigados.
Dos alvos, sete já estavam no sistema prisional, cinco foram presos durante a operação e três continuam foragidos.
Celulares, drones e documentos são apreendidos
Além das prisões, as equipes cumpriram sete mandados de busca e apreensão.
Durante as diligências, foram recolhidos celulares, dois drones, documentos e outros materiais que poderão auxiliar no avanço das investigações.
A operação foi coordenada pelo núcleo regional do Gaeco de Foz do Iguaçu, com apoio de forças policiais do Paraná e de São Paulo.
Investigação envolve 333 denunciados
A Operação Sentinela é um desdobramento da Operação Panóptico, realizada em 15 de junho de 2026.
Na ocasião, os dez núcleos do Gaeco no Paraná participaram de uma ação que envolveu 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
A investigação atual teve início em maio de 2026 e tramita sob sigilo.
No âmbito da Operação Panóptico, o Ministério Público denunciou 333 pessoas, incluindo os 15 investigados que são alvos da nova fase.
Segundo o MPPR, os suspeitos respondem a uma ação penal na 1ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu por suposta participação em uma organização criminosa considerada ultraviolenta pela acusação.
Operação contou com apoio de diversas forças policiais
A ação teve participação de equipes do Gaeco do Paraná e de São Paulo, além do Batalhão de Polícia de Choque, da Rondas Ostensivas com Aplicação de Motocicletas (Rocam), do 14º Batalhão da Polícia Militar e do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen).
As prisões preventivas foram determinadas pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, após recurso apresentado pelo Ministério Público.
Já os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela 1ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu.
As investigações continuam, e três dos 15 alvos permanecem foragidos.





