Operação Nerovino mobiliza mais de 100 policiais e cumpre 25 mandados de busca e apreensão. Investigação começou após apreensão de 4,2 mil garrafas avaliadas em mais de R$ 900 mil.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Nerovino, para combater uma organização criminosa suspeita de importar clandestinamente, armazenar e comercializar vinhos argentinos no Brasil sem o pagamento dos tributos federais devidos.
A ação mobiliza mais de 100 policiais federais e cumpre 25 mandados de busca e apreensão, autorizados pela 23ª Vara Federal de Curitiba, em cinco estados e no Distrito Federal.
Mandados são cumpridos em 16 cidades
No Paraná, as equipes atuam em Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére, Foz do Iguaçu e Umuarama.
A operação também ocorre em Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Niterói (RJ); Goiânia e Rio Verde (GO); Vila Velha e Vitória (ES); Teresina (PI); e Brasília (DF).
Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados, para impedir a transferência de bens possivelmente adquiridos com recursos ilícitos.
Investigação começou com apreensão de R$ 900 mil em vinhos
As apurações tiveram início em março de 2025, após a apreensão de aproximadamente 4.200 garrafas de vinho estrangeiro, avaliadas em mais de R$ 900 mil, em um depósito na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo a Polícia Federal, os investigados utilizariam uma estrutura organizada para trazer vinhos argentinos irregularmente ao Brasil, armazená-los na região de Curitiba e distribuí-los a revendedores de diferentes estados.
Para tentar ocultar as operações, o grupo teria utilizado empresas de fachada, documentos fiscais com informações falsas e contas bancárias de terceiros.
Polícia investiga ocultação de patrimônio
As investigações também apontaram indícios de registro de imóveis e veículos em nome de familiares e outras pessoas, além da movimentação de valores por terceiros.
A Receita Federal participou das diligências em um dos endereços, onde havia suspeita de armazenamento irregular de mercadorias estrangeiras.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de eventuais outros crimes identificados.





