Candidatos à Presidência se enfrentaram na Band neste domingo (18), em São Paulo, e discutiram corrupção, economia, segurança pública, saúde e o fim da escala 6×1. Veja os principais momentos e quem levou vantagem na avaliação dos participantes de uma enquete.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram, na noite de domingo (18 de outubro), do primeiro debate entre os candidatos no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
O encontro, realizado pela Band, em São Paulo, durou aproximadamente duas horas e foi marcado por acusações pessoais, cobranças de esclarecimentos e divergências sobre os principais desafios do país.
A uma semana da votação, marcada para domingo, 25 de outubro, os candidatos buscaram convencer os eleitores com propostas para a economia, segurança pública, saúde e relações de trabalho.
Enquanto Lula destacou ações de seus governos e defendeu a continuidade das políticas sociais, Flávio concentrou suas críticas na atual administração e apresentou propostas de mudança.
Quem se saiu melhor no primeiro debate?
Uma enquete realizada após o confronto apontou vantagem de Flávio Bolsonaro entre os participantes.
De acordo com os números apresentados, Flávio recebeu 71,4% dos votos, enquanto Lula ficou com 28,6%.
No entanto, a consulta registrava apenas sete participações, sendo cinco votos para Flávio e dois para Lula.
O resultado representa exclusivamente a opinião dos participantes da enquete e não pode ser interpretado como pesquisa eleitoral ou indicação de quem venceu o debate entre o conjunto dos eleitores.
A avaliação do desempenho dos candidatos depende dos critérios considerados, como clareza das propostas, capacidade de resposta e consistência dos argumentos.
Corrupção e acusações envolvendo familiares
O primeiro bloco foi marcado por questionamentos sobre familiares e possíveis irregularidades.
Flávio Bolsonaro cobrou explicações de Lula sobre denúncias envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e suas relações com integrantes do governo.
O presidente respondeu que seu filho deverá prestar depoimento caso seja convocado e defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas pela Polícia Federal.
Lula também questionou o adversário sobre recursos relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro, mencionados no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
Flávio afirmou que os valores foram destinados à produção cinematográfica e declarou que já havia prestado esclarecimentos sobre o assunto.
As acusações apresentadas durante o debate são declarações dos candidatos e não constituem, isoladamente, comprovação de irregularidades.
Economia: preço dos alimentos e dívidas das famílias
O custo de vida ocupou parte importante da discussão.
Flávio criticou os gastos do governo federal e questionou os preços dos alimentos, apontando dificuldades enfrentadas pelas famílias brasileiras.
O senador também apresentou uma proposta de renegociação de dívidas, com prazos mais longos de financiamento e taxas de juros menores.
Lula reconheceu o impacto dos preços sobre o orçamento da população, mas defendeu medidas como a valorização do salário mínimo, a distribuição de renda e o estímulo aos pequenos negócios.
O presidente também destacou investimentos em qualificação profissional e economia digital como alternativas para melhorar a produtividade.
Segurança pública: candidatos apresentam caminhos diferentes
As divergências ficaram evidentes nas propostas para o enfrentamento da criminalidade.
Flávio Bolsonaro defendeu o endurecimento das penas, a redução da maioridade penal e a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.
O candidato também apresentou uma proposta de monitoramento por câmeras.
Lula, por sua vez, defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e o fortalecimento da atuação conjunta entre União, estados e municípios.
O presidente também apontou a ampliação das escolas em tempo integral como uma das estratégias de prevenção à violência.
Saúde: SUS, telemedicina e Mais Médicos
Na discussão sobre saúde pública, Flávio prometeu oferecer um atendimento de “padrão Einstein” no Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre as medidas apresentadas estavam a integração de prontuários eletrônicos e a ampliação da telemedicina.
Lula questionou a proposta do adversário e voltou a criticar a condução da pandemia durante o governo de Jair Bolsonaro.
O presidente também defendeu a ampliação do programa Mais Médicos como parte das ações para melhorar o atendimento à população.
Fim da escala 6×1 provoca novo confronto
A proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1, na qual o trabalhador atua durante seis dias e descansa um, também entrou na discussão.
Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre uma mudança de posicionamento em relação à medida.
O senador respondeu que passou a apoiar a proposta depois de ouvir os trabalhadores.
O tema integra as discussões sobre jornada de trabalho e condições de emprego no país.
Lula desafia Flávio a divulgar dados financeiros
Na reta final do debate, Lula propôs que os dois candidatos abrissem seus dados financeiros antes do segundo turno.
Flávio afirmou que não tinha nada a esconder e voltou a direcionar críticas ao presidente.
O momento foi um dos confrontos de maior tensão da noite, reforçando o tom de disputa adotado pelos candidatos.
Próximo debate será na sexta-feira (23)
Lula e Flávio Bolsonaro têm um novo encontro previsto para sexta-feira, 23 de outubro, na TV Globo.
O debate ocorrerá dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 25 de outubro.
Até lá, os candidatos seguem buscando apoio entre os eleitores que ainda não definiram o voto e aqueles que podem mudar de posição na reta final da campanha.





