Levantamento dos municípios da AMCG aponta Ponta Grossa com quase R$ 4 milhões, seguida por Castro e Telêmaco Borba. Valores correspondem ao primeiro decêndio de outubro de 2026.
Os 19 municípios que integram a Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) registraram um total de R$ 23.248.846,44 em créditos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), conforme levantamento dos valores disponibilizados para o primeiro decêndio de outubro de 2026.
Os dados têm como referência o crédito realizado em 9 de outubro e mostram diferenças nos recursos destinados às prefeituras da região.
Ponta Grossa lidera o levantamento, com R$ 3.995.449,90, seguida por Castro e Telêmaco Borba, que receberam R$ 2.079.661,30 cada.
Os valores representam uma importante fonte de receita para os municípios, contribuindo para o financiamento dos serviços públicos e para a manutenção das administrações municipais.
Ponta Grossa concentra 17,2% dos recursos da região
Com um repasse de R$ 3.995.449,90, Ponta Grossa aparece na primeira posição entre os municípios pesquisados.
O valor corresponde a aproximadamente 17,2% dos créditos do FPM destinados às 19 cidades da AMCG no período analisado.
Na segunda posição estão Castro e Telêmaco Borba, com R$ 2.079.661,30 para cada município.
Somadas, as três cidades concentram aproximadamente R$ 8,15 milhões, equivalentes a cerca de 35,1% do total regional.
Na sequência aparecem Jaguariaíva e Palmeira, ambas com créditos de R$ 1.279.793,41.
Outros cinco municípios receberam R$ 1.119.817,10 cada: Arapoti, Carambeí, Ortigueira, Piraí do Sul e Reserva.
Confira quanto cada município dos Campos Gerais recebeu do FPM
A relação apresenta os valores informados no painel, referentes ao crédito de 9 de outubro de 2026.
| Município | Valor do FPM |
|---|---|
| Ponta Grossa | R$ 3.995.449,90 |
| Castro | R$ 2.079.661,30 |
| Telêmaco Borba | R$ 2.079.661,30 |
| Jaguariaíva | R$ 1.279.793,41 |
| Palmeira | R$ 1.279.793,41 |
| Arapoti | R$ 1.119.817,10 |
| Carambeí | R$ 1.119.817,10 |
| Ortigueira | R$ 1.119.817,10 |
| Piraí do Sul | R$ 1.119.817,10 |
| Reserva | R$ 1.119.817,10 |
| Sengés | R$ 959.844,20 |
| Tibagi | R$ 959.844,20 |
| Curiúva | R$ 799.871,31 |
| Imbaú | R$ 799.871,31 |
| Ipiranga | R$ 799.871,31 |
| São João do Triunfo | R$ 799.871,31 |
| Ivaí | R$ 747.695,16 |
| Ventania | R$ 588.610,72 |
| Porto Amazonas | R$ 479.922,10 |
| Total informado no levantamento | R$ 23.248.846,44 |
Porto Amazonas registra o menor valor entre os municípios
Na parte inferior do levantamento, Porto Amazonas apresenta o menor crédito do FPM, com R$ 479.922,10.
Em seguida aparecem Ventania, com R$ 588.610,72, e Ivaí, com R$ 747.695,16.
Curiúva, Imbaú, Ipiranga e São João do Triunfo registraram R$ 799.871,31 cada.
Sengés e Tibagi receberam R$ 959.844,20 por município.
As diferenças nos valores estão relacionadas aos critérios utilizados para a distribuição constitucional dos recursos, incluindo a população e os coeficientes de participação das cidades.
Novo repasse do FPM está previsto para terça-feira (20)
Além dos créditos referentes ao primeiro decêndio, as prefeituras brasileiras têm um novo pagamento do FPM anunciado para terça-feira, 20 de outubro.
A segunda parcela do mês deverá distribuir aproximadamente R$ 2,2 bilhões em todo o Brasil, montante cerca de 15% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entretanto, os valores individualizados para os municípios dos Campos Gerais ainda não estavam disponíveis no sistema durante a consulta mencionada no levantamento.
Por isso, o total regional de R$ 23,2 milhões refere-se exclusivamente ao crédito de 9 de outubro, não representando a previsão do pagamento do dia 20 nem o acumulado de todo o mês.
Entenda como funciona o Fundo de Participação dos Municípios
O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é uma transferência constitucional de recursos da União para as administrações municipais.
O fundo é formado por parcelas da arrecadação federal de dois tributos:
- Imposto de Renda (IR);
- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
A distribuição segue critérios legais que consideram, entre outros fatores, a população e os coeficientes de participação atribuídos aos municípios.
Dessa forma, cidades com características populacionais diferentes podem receber valores distintos.
Os repasses integram as receitas municipais e contribuem para custear serviços públicos, despesas administrativas e outras ações desenvolvidas pelas prefeituras.





