PR: primas desaparecidas foram mortas a tiros dentro de caminhonete após saírem de boate, conclui polícia
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PR: primas desaparecidas foram mortas a tiros dentro de caminhonete após saírem de boate, conclui polícia

20/10/2026 | 12:20 Por Redacao

Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, foram encontradas mortas quatro meses após desaparecerem. Principal suspeito morreu durante

abordagem policial, e outro homem foi indiciado por ocultação de cadáver.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu que as primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, foram assassinadas a tiros dentro de uma caminhonete após saírem de uma boate em Paranavaí, no Noroeste do Paraná.

A conclusão foi divulgada nesta segunda-feira (19 de outubro), após a finalização do laudo sobre as mortes das jovens, que desapareceram em 21 de abril de 2026 e tiveram os restos mortais encontrados quatro meses depois.

Segundo a investigação, o autor dos disparos foi Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, que morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari, no dia 21 de agosto.

Polícia detalha como as primas foram assassinadas

De acordo com o delegado Luís Fernando Alves, as duas jovens estavam em uma caminhonete com Clayton após deixarem uma casa noturna em Paranavaí.

A investigação aponta que Sttela estava no banco traseiro do veículo quando foi atingida por três disparos de arma de fogo.

Ao perceber o que estava acontecendo, Letycia teria se assustado e tentado fugir. Conforme a Polícia Civil, ela foi atingida por dois tiros na cabeça.

Os investigadores acreditam que os homicídios ocorreram no próprio dia do desaparecimento, em 21 de abril.

A caminhonete utilizada pelo suspeito não foi localizada.

Suspeito conhecia uma das vítimas e havia convidado as jovens para sair

A Polícia Civil apurou que Letycia conhecia Clayton de festas anteriores. O homem era conhecido por ela pelo nome de “Davi”.

Segundo o depoimento de uma amiga das vítimas, Clayton havia convidado as jovens para uma festa na cidade de Porto Rico, também no Noroeste do Paraná.

A amiga decidiu não acompanhar o grupo, mas Letycia e Sttela aceitaram o convite.

Na noite de 20 de abril, as duas saíram de Cianorte com Clayton em uma caminhonete. Imagens de câmeras de segurança e registros nas redes sociais ajudaram a polícia a reconstruir parte do trajeto.

O trio acabou seguindo para uma boate em Paranavaí, onde foi filmado durante a madrugada de 21 de abril.

Restos mortais foram encontrados após informação de comparsa

Os vestígios dos corpos foram localizados em 21 de agosto, em uma área rural próxima ao município de Paraíso do Norte.

O local foi indicado por um segundo suspeito de envolvimento no caso, identificado pela polícia apenas como “Magrão”.

Ele permanece preso e foi indiciado por ocultação de cadáver.

Segundo o delegado Luís Fernando Alves, não foram encontrados indícios de participação de Magrão nos homicídios, uma vez que as primas deixaram a boate acompanhadas apenas de Clayton.

No mesmo dia em que os restos mortais foram encontrados, Clayton morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari. Outro suspeito foi preso em Umuarama.

Identificação das vítimas foi feita pela arcada dentária

Em 27 de agosto, a Polícia Civil confirmou que as ossadas encontradas pertenciam a Letycia e Sttela.

A identificação foi realizada por meio da análise das arcadas dentárias. Os exames também apontaram indícios de morte violenta.

Os restos mortais foram liberados pela Polícia Científica para sepultamento em 1º de outubro.

O enterro aconteceu mais de cinco meses após o desaparecimento das jovens.

Relembre a cronologia do desaparecimento

A investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, publicações nas redes sociais e informações obtidas por meio de medidas de investigação para reconstruir os últimos momentos das primas.

20 de abril: saída de Cianorte

22h39: Letycia e Sttela são vistas deixando Cianorte em uma caminhonete com Clayton. Segundo a polícia, o grupo partiu da casa de Letycia.

Essa foi a última conexão de Letycia à internet, pois a jovem não possuía pacote de dados móveis.

22h54: Câmeras de segurança registram a caminhonete entrando em Jussara, município onde Sttela morava com a mãe.

A jovem passou pela residência para buscar uma mochila. A mãe não estava no imóvel.

22h55: Sttela publica uma imagem nas redes sociais, marcando Letycia. Na fotografia, aparece com uma garrafa de uísque, enquanto havia música dentro da caminhonete.

A postagem trazia a legenda: “Qual será o nosso destino KKKK”.

23h13: O trio deixa Jussara e segue pela PR-323, em direção a Maringá.

21 de abril: últimas imagens das jovens

00h16: Sttela faz sua segunda e última publicação nas redes sociais, nas proximidades do trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança.

Clayton aparece na imagem, mas apenas Letycia é marcada na postagem.

1h10: Câmeras de segurança registram a chegada das primas e de Clayton a uma boate em Paranavaí.

Dentro do estabelecimento, as jovens são filmadas caminhando de mãos dadas. Outras imagens mostram Clayton acompanhado delas.

3h17: Ocorre a última conexão de Sttela à internet, informação obtida pela polícia após um pedido emergencial de quebra de sigilo do WhatsApp.

A investigação aponta que as duas foram assassinadas após saírem da boate.

Abril e maio: buscas pelo principal suspeito

Entre 22 e 23 de abril: Clayton retorna sozinho a Cianorte. Segundo a investigação, ele já não estava com a caminhonete e deixou novamente a cidade utilizando uma motocicleta, sem levar o celular.

23 de abril, às 9h: É registrada a última conexão de Clayton à internet.

24 de abril: A polícia identifica um registro de passagem do suspeito por Maringá.

29 de abril: A Justiça expede mandado de prisão contra Clayton pelos crimes de roubo e homicídio. A partir desse momento, ele passa a ser considerado foragido.

15 de maio: Uma mulher apontada como ex-namorada de Clayton é presa durante operação da Polícia Civil, suspeita de fornecer apoio financeiro e logístico ao homem no contexto do desaparecimento das jovens.

Junho e agosto: localização dos restos mortais

15 de junho: Equipes policiais realizam buscas por pistas na área rural de Paraíso do Norte.

21 de agosto: Clayton morre durante uma abordagem policial em Mandaguari. Outro suspeito é preso em Umuarama.

No mesmo dia, os investigadores encontram os restos mortais das primas, após receberem informações sobre o local onde estavam enterrados.

27 de agosto: A identificação das vítimas é confirmada por meio da arcada dentária.

Outubro: liberação das ossadas e conclusão do caso

1º de outubro: A Polícia Científica libera os restos mortais para sepultamento.

19 de outubro: A Polícia Civil divulga a conclusão do laudo e detalha que as duas primas foram mortas a tiros dentro da caminhonete.

Investigação aponta Clayton como autor dos disparos

Com a conclusão do trabalho investigativo, a Polícia Civil atribui a Clayton a autoria dos homicídios.

O principal suspeito morreu antes de responder judicialmente pelas mortes.

Já o homem conhecido como Magrão segue preso e foi indiciado por ocultação de cadáver, sem que a polícia tenha identificado elementos que comprovem sua participação direta nos assassinatos.