Exercício Arandu 2026 reuniu tropas, blindados, aeronaves e sistemas de simulação de combate em Rosário do Sul. Operação busca fortalecer a cooperação militar e a segurança na região de fronteira.
Os Exércitos do Brasil e da Argentina mobilizaram 2.800 militares e mais de 600 viaturas durante o Exercício Combinado Arandu 2026, realizado no município de Rosário do Sul, no Rio Grande do Sul.
A operação reuniu 2.400 militares brasileiros e 400 argentinos, com o objetivo de aprimorar a integração entre as Forças Armadas dos dois países, fortalecer a cooperação operacional e desenvolver estratégias conjuntas de defesa.
As atividades ocorreram no Campo de Instrução Barão de São Borja (CIBSB), na região da Fronteira Oeste gaúcha. A fase prática foi encerrada em 16 de outubro.
Treinamento reuniu blindados, paraquedistas e forças especiais
O exercício envolveu diferentes unidades militares, incluindo tropas blindadas, mecanizadas, aeromóveis, paraquedistas e de operações especiais.
Sob a coordenação de um estado-maior combinado, os participantes realizaram simulações de operações militares em cenários hipotéticos de combate.
Entre as principais atividades estiveram:
- Operações de assalto aeromóvel e paraquedista;
- Manobras com veículos blindados e forças mecanizadas;
- Ações de unidades de operações especiais;
- Coordenação de apoio de fogo e logística integrada;
- Travessia de obstáculos naturais com apoio da Engenharia Militar.
O treinamento exigiu planejamento conjunto e tomada de decisões em tempo real, permitindo que militares brasileiros e argentinos aprimorassem procedimentos operacionais.
Leopard, Guarani, Centauro II e Astros participaram das manobras
O Exército Brasileiro empregou diferentes equipamentos durante as atividades, incluindo os carros de combate Leopard 1A5 BR, as viaturas blindadas Guarani e Centauro II, além do Sistema de Mísseis e Foguetes Astros.
A Argentina participou com os carros de combate TAM 2C-A2 e as viaturas blindadas Stryker 8×8.
As operações também tiveram apoio aéreo, com a participação do KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB), e do avião CASA C-212, da frota argentina.
A integração dos equipamentos permitiu executar manobras combinadas envolvendo forças terrestres e apoio aéreo.
Tecnologia a laser simulou confrontos entre tropas
Um dos recursos utilizados no Exercício Arandu 2026 foi o sistema de Dispositivos de Simulação e Engajamento Tático, desenvolvido para reproduzir situações de confronto com maior segurança.
A tecnologia utiliza emissores e receptores a laser instalados em uniformes, armamentos e veículos militares.
Durante os exercícios, os dispositivos registram os impactos simulados dos disparos, permitindo avaliar o desempenho das tropas sem a necessidade de confrontos reais.
As equipes também utilizaram o sistema Fire Marker, responsável por reproduzir efeitos visuais e táticos associados a disparos de artilharia pesada.
Brigada brasileira simulou atuação de força adversária
Militares da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada participaram do treinamento desempenhando o papel de uma força oponente.
A unidade ficou responsável por reproduzir ações e reações de um adversário durante as simulações, exigindo respostas rápidas das tropas em instrução.
Em outra etapa, integrantes da Engenharia Militar realizaram operações de transposição de cursos d’água com o uso de portadas.
O objetivo foi permitir a continuidade do deslocamento de veículos blindados diante de obstáculos naturais.
Exercício faz parte de acordo militar entre Brasil e Argentina
O Arandu integra os acordos bilaterais de defesa firmados entre os dois países e busca padronizar procedimentos, aprimorar a logística compartilhada e fortalecer a atuação conjunta das forças militares.
Segundo o Exército Brasileiro, a iniciativa também contribui para estreitar os laços de amizade entre Brasil e Argentina e reforçar a cooperação voltada à paz e à segurança regional.
A edição de 2026 marcou a conclusão do terceiro ciclo trienal de preparação militar.
O atual ciclo começou em 2024, com reuniões e conferências de planejamento. Em 2025, as tropas participaram de simulações computadorizadas utilizando o sistema COMBATER.
Neste ano, o processo foi concluído com a movimentação efetiva de militares e equipamentos no terreno.
Os ciclos anteriores ocorreram entre 2018 e 2020, no Brasil, e entre 2021 e 2023, na Argentina.
Foto: Comando Militar do Sul/Reprodução





