Patrick Carlos Rodrigues, de 33 anos, foi encontrado morto em uma cela da PEPG-02. Ministério Público denunciou outro preso por homicídio qualificado, enquanto familiares também buscam responsabilização do Estado.
A morte de Patrick Carlos Rodrigues, de 33 anos, encontrado sem vida dentro de uma cela da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG-02), em 28 de agosto de 2026, ganhou novos desdobramentos após a conclusão da investigação policial.
Segundo o advogado da família, Gustavo Madureira, a Polícia Civil concluiu que Patrick foi vítima de homicídio, descartando a hipótese de suicídio.
O caso resultou em uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) contra Leandro de Oliveira, acusado de matar o detento por asfixia.
Além da responsabilização criminal do denunciado, a família de Patrick busca o reconhecimento da responsabilidade do Estado pela morte ocorrida dentro da unidade prisional.
Um abaixo-assinado também foi organizado para dar visibilidade ao caso e cobrar providências das autoridades.
Ministério Público aponta que vítima foi morta enquanto dormia
Conforme a denúncia apresentada pelo MPPR em setembro, o crime teria ocorrido por volta das 3h30 do dia 28 de agosto, dentro de uma cela localizada na quarta galeria da PEPG-02.
O Ministério Público acusa Leandro de Oliveira de ter utilizado um lençol para asfixiar Patrick enquanto ele dormia.
A denúncia também aponta que a vítima estaria sob efeito de medicamento, circunstância que teria reduzido sua capacidade de reação.
Diante desses elementos, o MPPR enquadrou o caso como homicídio qualificado pelo emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Leandro está preso preventivamente desde 29 de agosto de 2026.
A denúncia foi recebida pela Justiça, mas ainda não há condenação definitiva. A responsabilidade criminal do acusado deverá ser analisada no decorrer do processo.
Investigação descartou hipótese de suicídio, afirma advogado
O advogado Gustavo Madureira, que representa os familiares ao lado de Matheus de Quadros, explicou que as provas reunidas pela Polícia Civil foram encaminhadas ao Ministério Público.
Com base nos elementos da investigação, o órgão apresentou a denúncia criminal.
Segundo a defesa da família, a conclusão de que Patrick foi assassinado reforça a necessidade de esclarecimento das circunstâncias da morte e de responsabilização dos envolvidos.
“Essa defesa busca, primeiramente, a justiça responsabilizando criminalmente o réu Leandro de Oliveira, como também busca a responsabilização do Estado, sendo que é dever da unidade prisional proteger e prezar pela segurança dos seus presos”, declarou Madureira.
Família quer responsabilização do Estado pela morte
Além do processo criminal, os familiares questionam as condições de segurança oferecidas ao detento enquanto ele estava sob custódia do sistema penitenciário.
A defesa sustenta que o Estado possui o dever de garantir a integridade física e a segurança das pessoas privadas de liberdade.
Por isso, busca a apuração de eventual responsabilidade estatal pelo ocorrido.
A mobilização também inclui um abaixo-assinado, criado para ampliar a repercussão do caso e cobrar justiça pela morte de Patrick.
A eventual responsabilidade civil do Estado ainda dependerá de análise pelas instâncias competentes.
MPPR pede indenização mínima de R$ 200 mil
Na denúncia apresentada à Justiça, o Ministério Público também solicitou a fixação de um valor mínimo de R$ 200 mil para reparação dos danos sofridos pelos familiares.
O pedido considera prejuízos patrimoniais, psicológicos e morais relacionados à morte.
A solicitação ainda deverá ser analisada durante o andamento do processo judicial e não representa uma indenização já concedida.
Patrick era natural de Ponta Grossa
Patrick Carlos Rodrigues tinha 33 anos, era natural de Ponta Grossa e trabalhava como auxiliar de elétrica.
Ele foi encontrado morto em 28 de agosto, e o sepultamento ocorreu no dia seguinte, 29 de agosto, no Cemitério São Vicente de Paula.
Agora, a família aguarda o avanço do processo criminal e das medidas voltadas à apuração da responsabilidade do Estado.
O caso permanece sob análise da Justiça, que deverá definir as responsabilidades criminais e civis relacionadas à morte.




